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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O estatuto da imagem na cultura ocidental não é uniforme em todos os tempos:
é útil regressar a interpretações antigas, revê-las em novas aquisições de significação,
integrá-las no seu contexto (que os textos revelam ou escondem), não ceder
perante a relutância de algumas em se dar a conhecer, reconhecer as variantes que
se formam num percurso largo e diferenciado.
A tradição da imagem na cultura ocidental, ao menos em momentos mais marcantes,
soube valorizá-la como recurso didáctico e pedagógico, em tensão que potencia
leituras e dando-lhe dimensão de significado. A mecanização moderna põe em risco
o valor da imagem como expressão humana. À exploração de efeitos secundários que
insinuam e nada dizem, que projectam fantasmas e negam, na prática, a sua capacidade
de representar o “Invisível” como dimensão real do Homem e como relação
com o Transcendente (pessoal ou utópico) há que opor atitude diferente.
Novidades de literatura que abre sobre os efeitos icónicos do texto desafiam
hoje a redescobrir as potencialidades da imagem e as suas funções, reabrindo a sua
relação com o texto e levando a uma nova valorização da leitura – contra um intelectualismo
abstracto.
Descrição
Palavras-chave
Imagem Impregnação de sentido Relação entre imagem e texto Cultural ocidental Invisível
Contexto Educativo
Citação
Nascimento, Aires A., "O poder da imagem: encantos, ambiguidades e valorizações", in Revista de História da Arte, n.º7 (2009), pp. 17-41
Editora
Instituto de História da Arte - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/UNL
