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Orientador(es)
Resumo(s)
ABSTRACT - Cervical cancer screening (CCS) programs are crucial to early detect and timely treat
cervical cancer (CC) early, thus reducing disease mortality and morbidity. However,
Europe is still observing disparities in screening coverage, particularly among most
vulnerable and underserved populations, that generally face difficulties in accessing
healthcare services. In Portugal, several women remain at heightened risk of CC due to
lower screening participation. This study aimed to assess the willingness of socially
vulnerable women to participate in cervical cancer screening and determine associated
factors. A community-based cross-sectional study was conducted in the Lisbon
Metropolitan Area. Participants aged 30–65 were identified through organizations
serving vulnerable populations. Data were collected using a self-administered
questionnaire covering sociodemographic characteristics, awareness and knowledge of
cervical cancer, history of screening and willingness to participate in CCS. Poisson
regression with robust variance was used to assess factors associated with screening
willingness. A total of 246 women (45.7 ± 9.1 years) were included in the study. From
these, 218 (90.1%) reported to be willing to get screened but about 35.8% (n = 88) had
never received cervical cancer screening. Lower age at first sexual intercourse (aPR =
1.076, 95% CI = [1.017; 1.138]), higher number of pregnancies (aPR = 1.048, 95% CI =
[1.009; 1.089]) and perception that CCS is advantageous (aPR = 1.303, 95% CI = [1.126;
1.508]) were significant factors associated with willingness to get a pap smear test.
These results suggest that willingness to get tested among socially vulnerable and
underserved women is associated with increased healthcare contact highlighting the
need for alternative strategies to promote access and utilization of healthcare services
and outreach strategies that promote awareness about CC and screening aiming this
population.
RESUMO - Os programas de rastreio do cancro do colo do útero (CCU) são cruciais para a deteção precoce e tratamento atempado, reduzindo assim a mortalidade e morbilidade da doença. No entanto, ainda se observam disparidades na cobertura do rastreio na Europa, particularmente entre as populações mais vulneráveis e desfavorecidas, que geralmente enfrentam dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Em Portugal, várias mulheres continuam em risco elevado de CCU devido à baixa participação no rastreio. Este estudo teve como objetivo avaliar a disposição das mulheres socialmente vulneráveis em participar no rastreio do cancro do colo do útero e determinar os fatores associados. Foi realizado um estudo transversal de base comunitária na Área Metropolitana de Lisboa. As participantes, com idades entre 30 e 65 anos, foram identificadas através de organizações que servem populações vulneráveis. Os dados foram recolhidos através de um questionário que abrangeu características sociodemográficas, consciencialização e conhecimento sobre o cancro do colo do útero, histórico de rastreio e disposição para participar no rastreio de CCU. Foi utilizada a regressão de Poisson com variância robusta para avaliar os fatores associados à disposição para realizar o rastreio. No total, 246 mulheres (45,7 ± 9,1 anos) foram incluídas no estudo. Destas, 218 (90,1%) relataram estar dispostas a realizar o rastreio, mas cerca de 35,8% (n = 88) nunca tinham feito o rastreio do cancro do colo do útero. Idade mais baixa na primeira relação sexual (RPa = 1,076, IC 95% = [1,017; 1,138]), maior número de gravidezes (RPa = 1,048, IC 95% = [1,009; 1,089]) e a perceção de que o rastreio de CCU é vantajoso (RPa = 1,303, IC 95% = [1,126; 1,508]) foram fatores significativamente associados à disposição para realizar o teste de Papanicolau. Os resultados deste estudo sugerem que a predisposição para realizar o rastreio entre mulheres socialmente vulneráveis está associada a um maior contacto com os serviços de saúde, destacando a necessidade de estratégias alternativas, de modo a promover o acesso e a utilização dos serviços e estratégias de proximidade que promovam a sensibilização sobre o CCU e o rastreio junto das populações mais vulneráveis.
RESUMO - Os programas de rastreio do cancro do colo do útero (CCU) são cruciais para a deteção precoce e tratamento atempado, reduzindo assim a mortalidade e morbilidade da doença. No entanto, ainda se observam disparidades na cobertura do rastreio na Europa, particularmente entre as populações mais vulneráveis e desfavorecidas, que geralmente enfrentam dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Em Portugal, várias mulheres continuam em risco elevado de CCU devido à baixa participação no rastreio. Este estudo teve como objetivo avaliar a disposição das mulheres socialmente vulneráveis em participar no rastreio do cancro do colo do útero e determinar os fatores associados. Foi realizado um estudo transversal de base comunitária na Área Metropolitana de Lisboa. As participantes, com idades entre 30 e 65 anos, foram identificadas através de organizações que servem populações vulneráveis. Os dados foram recolhidos através de um questionário que abrangeu características sociodemográficas, consciencialização e conhecimento sobre o cancro do colo do útero, histórico de rastreio e disposição para participar no rastreio de CCU. Foi utilizada a regressão de Poisson com variância robusta para avaliar os fatores associados à disposição para realizar o rastreio. No total, 246 mulheres (45,7 ± 9,1 anos) foram incluídas no estudo. Destas, 218 (90,1%) relataram estar dispostas a realizar o rastreio, mas cerca de 35,8% (n = 88) nunca tinham feito o rastreio do cancro do colo do útero. Idade mais baixa na primeira relação sexual (RPa = 1,076, IC 95% = [1,017; 1,138]), maior número de gravidezes (RPa = 1,048, IC 95% = [1,009; 1,089]) e a perceção de que o rastreio de CCU é vantajoso (RPa = 1,303, IC 95% = [1,126; 1,508]) foram fatores significativamente associados à disposição para realizar o teste de Papanicolau. Os resultados deste estudo sugerem que a predisposição para realizar o rastreio entre mulheres socialmente vulneráveis está associada a um maior contacto com os serviços de saúde, destacando a necessidade de estratégias alternativas, de modo a promover o acesso e a utilização dos serviços e estratégias de proximidade que promovam a sensibilização sobre o CCU e o rastreio junto das populações mais vulneráveis.
Descrição
Palavras-chave
Cervical cancer screening willingness socially vulnerable underserved women Rastreio do cancro do colo do útero predisposição mulheres socialmente vulneráveis
