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Publicação

Tempo de espera, distância e transporte: equidade e desigualdade no acesso aos cuidados de saúde pelo utente hipertenso em Portugal

datacite.subject.fosCiências Sociais::Outras Ciências Sociaispt_PT
dc.contributor.advisorAlves, Joana
dc.contributor.authorJesus, Guilherme Nunes de
dc.date.accessioned2023-06-20T17:10:03Z
dc.date.available2023-06-20T17:10:03Z
dc.date.issued2021
dc.description.abstractRESUMO - Introdução: Ao longo dos anos, diversos estudos têm reforçado a premissa de que os fatores socioeconómicos de um individuo, afetam de forma positiva ou negativa o seu acesso aos cuidados de saúde, podendo prolongar ou diminuir o seu tempo de espera. O objetivo do presente trabalho de investigação foi realizar uma análise da equidade e desigualdade no acesso aos cuidados de saúde, no contexto dos tempos de espera, entre utentes adultos e idosos hipertensos em Portugal. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional, transversal, analítico com recolha de informação retrospetiva tendo por base os dados recolhidos através do Inquérito Nacional de Saúde de 2019, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística. Foram selecionados para análise, todos os participantes residentes em Portugal com idade igual ou superior a 18 anos que sejam hipertensos. Resultados: Foram analisados os dados recolhidos de 4471 participantes no Inquérito Nacional de Saúde de 2019, residentes em Portugal. Após a realização da análise bivariável e análise multivariável, verificou-se que variáveis socioeconómicas como o nível de rendimento, onde os indivíduos do 4º (OR=0,722; p=0,026) e 5º quintil (OR=0,607; p=0,008), tendem a reportar um menor tempo de espera quando comparados com os restantes escalões de rendimento. Estes dois escalões de rendimento surgem novamente como fatores protetores quanto à fundamentação da sua espera, não atribuindo à distância ou acesso a transportes como causa da sua espera. Conclusões: Apesar de existirem diversos estudos nacionais e internacionais de anos passados, que apontam para conclusões semelhantes. Podemos verificar que apesar das medidas tomadas e da universalidade do Serviço Nacional de Saúde, continuamos a verificar que as variáveis socioeconómicas desempenham ainda um papel no acesso aos cuidados de saúde dos adultos e idosos hipertensos, potenciando iniquidades no acesso aos cuidados de saúde nesta população. Torna-se assim imperativo o desenvolvimento deste tipo de estudos não só para utentes portadores de hipertensão arterial, mas também para com outras morbilidades e patologias, beneficiando desta tipologia de análise.pt_PT
dc.description.abstractABSTRACT - Introduction: Over the years, several studies have reinforced the premise that an individual's socioeconomic factors can positively or negatively affect their access to health care, extending or reducing their waiting time. The aim of this research work was to carry out an analysis of equity and inequality in health care access, in the context of waiting times, among hypertensive adult and elderly patients in Portugal. Methodology: An observational, cross-sectional, analytical study was carried out with the collection of retrospective information based on data collected through the 2019 National Health Survey, carried out by the Instituto Nacional de Estatística. All participants selected for the analysis resided in Portugal, had an age equal to or over 18 years and were suffering from arterial hypertension. Results: Data collected from 4471 participants in the 2019 National Health Survey, residing in Portugal, were analyzed. After performing the bivariate analysis and multivariate analysis, it was found that socioeconomic variables such as income level, where individuals in the 4th (OR=0.722; p=0.026) and 5th quintile (OR=0.607; p=0.008) tend to report a shorter waiting time when compared to the other income brackets. These two income brackets appear again as protective factors regarding the basis for their waiting, not attributing distance or access to transport as the cause of their waiting. Conclusions: Although there are several national and international studies from past years that point to similar conclusions. We can see that despite the measures taken and the universality of the National Health Service, we continue to see that socioeconomic variables still play a role in the access to health care of hypertensive adults and elderly people, increasing inequities in access to health care in this population. Therefore, it is imperative to develop this type of study, not only for patients with arterial hypertension, but also with other morbidities and pathologies, benefiting from this type of analysis.pt_PT
dc.identifier.tid202976190pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/154172
dc.language.isoporpt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt_PT
dc.subjectAcessopt_PT
dc.subjectEquidadept_PT
dc.subjectDesigualdadept_PT
dc.subjectTempo de esperapt_PT
dc.subjectDistânciapt_PT
dc.subjectTransportespt_PT
dc.subjectHipertensão Arterialpt_PT
dc.subjectAccesspt_PT
dc.subjectEquitypt_PT
dc.subjectInequalitypt_PT
dc.subjectWaiting timept_PT
dc.subjectDistancept_PT
dc.subjectTransportationpt_PT
dc.subjectArterial hypertensionpt_PT
dc.titleTempo de espera, distância e transporte: equidade e desigualdade no acesso aos cuidados de saúde pelo utente hipertenso em Portugalpt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameMestrado em Gestão da Saúdept_PT

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