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Resumo(s)
The transition toward battery electric vehicles is essential to achieving the goals of the
European Green Deal Industrial Plan and Portugal's Roadmap for Carbon Neutrality 2050. This transition relies on lithium-ion batteries whose global supply chains remain highly concentrated and exposed to geopolitical risks. These compromise the resilience of Europe's clean mobility sector, particularly in smaller markets such as Portugal, which depend heavily on the import of batteries, BEVs and critical raw materials.
There is a growing body of literature assessing BEVs and batteries supply chains vulner-
abilities, namely at European Union (EU) level by European Commission, but there are no studies made for Portugal.
This study analyzes the structure and vulnerability of Portugal's BEV and lithium-ion bat-
tery supply chains for 2015-2024 within the EU context. International trade data were obtained from National Statistics Office INE and complemented with information from ACAP Portuguese Automobile Association. Concentration and dependency were evaluated using the Herfindahl-Hirschman Index (HHI).
Results indicate that more than half of Portugal's lithium-ion battery imports come from
China, revealing a high level of concentration across the entire battery supply chain. BEV imports are mainly intra-European, originating from Germany and France, showing lower direct risk but continued dependence on extra-EU raw material supply. These findings highlight the need for stronger national and EU strategies promoting recycling, domestic processing, and traceability of critical raw materials to enhance long-term supply chain resilience and industrial sovereignty.
A transição para os veículos elétricos a baterias é essencial para cumprir os objetivos do European Green Deal Industrial Plan e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050. Esta transição depende das baterias de iões de lítio, cujas cadeias de abastecimento permanecem altamente concentradas e expostas a riscos geopolíticos, afetando especialmente mercados mais pequenos como Portugal, que depende da importação de LIBs, BEVs e de matérias-primas críticas. Embora exista uma literatura crescente sobre vulnerabilidades das cadeias de abastecimento de BEVs e baterias na União Europeia (UE), sobretudo em estudos conduzidos pela Comissão Europeia, não existem análises focadas no caso português. Este estudo avalia a estrutura e a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento portuguesas de BEV e LIB entre 2015 e 2024. Os dados de comércio internacional foram obtidos junto do INE e complementados com informação da ACAP, avaliando-se a concentração e dependência comercial através do Índice de Herfindahl -Hirschman (HHI). Os resultados mostram que mais de metade das importações portuguesas de baterias de iões de lítio provêm da China, evidenciando elevada concentração. As importações de BEVs são maioritariamente intra-UE, sobretudo Alemanha e França, apresentando menor risco direto, mas mantendo a dependência de CRM extra-UE. Conclui-se que Portugal e a UE devem reforçar estratégias de reciclagem, processamento interno e rastreabilidade de CRM, para aumentar a resiliência e a autonomia industrial.
A transição para os veículos elétricos a baterias é essencial para cumprir os objetivos do European Green Deal Industrial Plan e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050. Esta transição depende das baterias de iões de lítio, cujas cadeias de abastecimento permanecem altamente concentradas e expostas a riscos geopolíticos, afetando especialmente mercados mais pequenos como Portugal, que depende da importação de LIBs, BEVs e de matérias-primas críticas. Embora exista uma literatura crescente sobre vulnerabilidades das cadeias de abastecimento de BEVs e baterias na União Europeia (UE), sobretudo em estudos conduzidos pela Comissão Europeia, não existem análises focadas no caso português. Este estudo avalia a estrutura e a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento portuguesas de BEV e LIB entre 2015 e 2024. Os dados de comércio internacional foram obtidos junto do INE e complementados com informação da ACAP, avaliando-se a concentração e dependência comercial através do Índice de Herfindahl -Hirschman (HHI). Os resultados mostram que mais de metade das importações portuguesas de baterias de iões de lítio provêm da China, evidenciando elevada concentração. As importações de BEVs são maioritariamente intra-UE, sobretudo Alemanha e França, apresentando menor risco direto, mas mantendo a dependência de CRM extra-UE. Conclui-se que Portugal e a UE devem reforçar estratégias de reciclagem, processamento interno e rastreabilidade de CRM, para aumentar a resiliência e a autonomia industrial.
Descrição
Palavras-chave
Electric Vehicles Supply Chain Vulnerability Battery Electric Vehicles Lithium-ion-batteries Critical Raw Materials
