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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Pela imagem de pensatividade que nos reporta, não deixa o retrato de ser uma linguagem através da qual experimentamos a sensação de voyeurismo. Somos comuns a algo mais; somos um e o Outro. Somos. Entendido assim, o retrato torna-se motivo de uma conceptualização apenas se em presença de um espectador que emancipe por si mesmo uma interpretação. A este propósito não será despiciendo evocar o étimo retractu, enquanto efeito plausível quer de um retraimento, quer de uma remição, sempre em face do valor de uma anterioridade. Quando a imagem se fixa, algo se retira a um antes. Excesso ou inacabamento? Crença ou fingimento? A partir de O espectador emancipado de Rancière e das noções de verdade e verosimilhança, e em confronto com o literário, ensaiaremos uma hipótese de leitura que entenderá ambos — o retrato e o texto — como uma linguagem visual fixando a totalidade ou o fragmento de algo. Para o efeito, e fundamentando a nossa análise, mencionaremos o trabalho de Barthes, Correia, Deleuze & Guattari, Ricoeur, Todorov e Ramos Rosa, além do próprio autor (Rancière) de que partirá o nosso argumento.
Descrição
UIDB/00657/2020
UIDP/00657/2020
Palavras-chave
Linguagem visua Verdade e/ou verosimilhança Pensatividade/emancipação
