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Outside the Inside: Shifting Views in Photographs of American Urban Places

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This thesis investigates how photographs representing urban communities in the United States pose the question of the photographer’s positionality regarding the place and its people they portray. It examines photographic series and a mixed media work produced between the mid nineteenth and early twenty first centuries, and argues that the photographers and artist under consideration assume negotiated, plural, and shifting positions in the discourse of their works. The study is informed by a cultural studies perspective as set out by Stuart Hall and develops an interdisciplinary critical framework drawing on photography and visual culture, philosophy, and theories of intersectionality and place. Methodologically, it adopts Jessica Evans and Hall’s articulation model, considering meaning as produced in the interactions between photographer, subject, viewer, and contextual frameworks. The corpus consists of selected images from Gordon Parks’ Harlem photographs of 1943, Christina Fernandez’s mixed media work Manuela S T I T C H E D (1996–2000) and photographic series Lavanderia (2002–2003), and Dana Lixenberg’s photographic series Imperial Courts (1993– 2015). The examination of the selected works shows that Parks assumes multiple positions as a chronicler, critic, and an explorer of Harlem: he both knows the place and its people and is known by them, yet remains an onlooker on the edges of the community he portrays. Fernandez’s works are found to negotiate a position of distance from the unseen workers in garment factories and the largely indecipherable figures in launderettes. The Eastside is represented as a place she knows, in some ways, while the images also mark her distance from the lived experiences inside these sites. steps back in the discourse of the images to allow residents to bring what they wish to their representations. She remains an outsider to the community while foregrounding individual lived experience, young women’s self expression, intergenerational bonds, and shifting community identities. Across the investigation of the corpus, the analysis shows that visual elements of place articulate entangled strands of identity, community formation and struggle, and senses of place as experienced by residents and workers, while simultaneously steps back in the discourse of the images to allow residents to bring what they wish to their representations. She remains an outsider to the community while foregrounding individual lived experience, young women’s self expression, intergenerational bonds, and shifting community identities. 9 Across the investigation of the corpus, the analysis shows that visual elements of place articulate entangled strands of identity, community formation and struggle, and senses of place as experienced by residents and workers, while simultaneously.
A presente tese examina de que modo as fotografias que representam comunidades urbanas nos Estados Unidos da América abordam a questão da posicionalidade (“positionality”) do/a fotógrafo/a relativamente aos lugares e às pessoas aí representados. Analisar-se-ão séries fotográficas e uma obra de mixed media, ou técnica mista, produzidas entre meados do século XIX e o início do século XXI, com a intenção de demonstrar que os/as fotógrafos/as e artistas em análise assumem, nestas obras, posicionamentos discursivos negociados, plurais e transitórios. A presente investigação insere-se no âmbito dos Estudos de Cultura, tal como conceptualizados por Stuart Hall, adotando um enquadramento crítico interdisciplinar que relaciona os domínios da fotografia e da cultura visual com a filosofia e as teorias da interseccionalidade e das representações de lugares (“place”). Metodologicamente, a presente tese fundamenta-se no modelo de articulação de Jessica Evans e Hall, que considera a produção de significados como resultante das interações entre o/a fotógrafo/a, o sujeito fotografado, o/a observador/a e os diferentes contextos nos quais a sua produção e receção se inserem. O corpus em análise inclui uma seleção de fotografias da série de Harlem, da autoria de Gordon Parks (1943), da obra de técnica mista Manuela S-T-I-T-C-H-E-D (1996-2000) e da série fotográfica Lavanderia (2002-2003), de Christina Fernandez, bem como da série fotográfica Imperial Courts (1993-2015), de Dana Lixenberg. A análise das obras selecionadas demonstrará que Parks assume diferentes posicionalidades enquanto cronista, crítico e explorador de Harlem: apesar de conhecer os lugares e as suas comunidades e de ser igualmente conhecido pelos mesmos, o fotógrafo permanece um observador na periferia das comunidades que retrata. Já as obras de Fernandez revelam uma negociação da sua posicionalidade por via do distanciamento, particularmente em relação aos trabalhadores invisíveis das fábricas de vestuário e às figuras praticamente indecifráveis das lavandarias; nas suas obras, o Eastside é representado como um 11 lugar que a artista, em certa medida, conhece, as imagens estabelecendo, ao mesmo tempo, uma certa distância relativamente às experiências vividas no interior desses mesmos espaços. Por último, a série de Lixenberg revela uma fotógrafa que, tendo sido convidada a entrar nos Imperial Courts, decide descentralizar o seu discurso ao dar aos residentes a possibilidade de escolher como desejam ser representados. A fotógrafa assume uma posicionalidade extrínseca à comunidade, enquanto procura integrar experiências individuais, a expressão de jovens mulheres, os laços intergeracionais e as identidades comunitárias em constante transformação. A presente tese demonstrará que os elementos visuais associados a lugares articulam questões de identidade, processos de formação comunitária e de resistência, bem como a consciência de um lugar (em inglês, “senses of place”), tal como são experienciadas por residentes e trabalhadores, simultaneamente posicionando o/a fotógrafo/a no discurso sobre as experiências que representa. De um modo geral, a análise das representações fotográficas de comunidades urbanas permite examinar, de forma sustentada, a relação complexa e multifacetada entre os lugares e as pessoas representadas, bem como a posicionalidade dos/as seus/suas fotógrafos/as relativamente aos mesmos.

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Palavras-chave

Photographic positionality Urban communities Place Senses of place Representation The look Intersectionality Posicionalidade fotográfica Comunidades urbanas Lugar Consciência de lugar Representação O olhar Interseccionalidade

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