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Orientador(es)
Resumo(s)
Os anos 30 do século XX em Portugal marcam o início de um conjunto de ações governamentais que iriam modelar a relação entre determinadas entidades estatais e o desenvolvimento da cultura musical nacional, da sua pedagogia, crítica e investigação. A musicologia portuguesa – a ser mais eficazmente desenvolvida a partir da referida década e caracterizada por um patriotismo exacerbado –, embarca no estudo e levantamento de património musical nacional maioritariamente referente aos períodos renascentista, maneirista e barroco, de modo a permitir uma revalorização do repertório da antiguidade musical portuguesa e encontrar a especificidade nacional tão ambicionada. Para Fernando Lopes-Graça, este período temporal corresponde ao início de uma relação complexa com o Estado Novo e marca uma fase de particular atividade literária, em revistas como De Musica, Seara Nova e O Diabo. A sua relação com o nacionalismo, constitui uma das principais causas – juntamente com a falta de análise, pensamento crítico e método científico – do seu descontentamento face à crítica musical portuguesa e à musicologia. A partir da "Nota Preliminar" da obra A Música Portuguesa e os seus Problemas (1944) e dos escritos do compositor nas revistas De Musica e Seara Nova, pretende-se expor a perspectiva crítica e epistemológica de Fernando Lopes-Graça a respeito dos exemplos de atividade musicológica e crítica que encara na década em questão – protagonizados, entre outros, por rui Coelho, projecto do Renascimento Musical e Santiago Kastner – esperando chegar a um melhor entendimento do contributo do compositor para o desenvolvimento das ciências musicais em Portugal.
Descrição
Palavras-chave
Fernando Lopes-Graça Crítica Musical Musicologia Portuguesa
