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Projeto de investigação

Champalimaud Research Programme

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Mucosal-associated invariante T cells: novel players in pancreatic cancer
Publication . Kamiki, Jéssica Oliveira; Lérias, Joana; Gorgulho, Carolina; Maeurer, Markus
RESUMO: A imunoterapia alterou o tratamento padrão de múltiplos cancros. O tratamento atual para doentes com cancro pancreático, incluindo o adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC), não melhorou substancialmente a sobrevivência global de pacientes. O PDAC é uma doença sistémica, das mais imunossupressoras e fatais, ampliando a necessidade de modalidades de tratamento mais eficazes. Foi explorado nesta tese um subconjunto de células imunitárias que estão a fazer a ponte entre as respostas imunitárias inatas e adaptativas. Estas células T invariantes associadas à mucosa (MAIT) são definidas pelo uso restrito do recetor da cadeia α Vα7.2 do recetor de células T (TCR) combinada com diferentes cadeias de TCR β. As MAIT produzem citoquinas pró-inflamatórias e foram encontradas em lesões primárias e metastáticas do cancro, no entanto a sua associação com a sobrevivência em doentes com PDAC ainda não foi definida. As células MAIT podem contribuir para o controlo de células malignas, quer através do reconhecimento direto de células tumorais restrito por MR1 e/ou pela produção de citoquinas anti-tumorais induzidas por espécies bacterianas presentes no microambiente tumoral. Um conjunto restrito de espécies bacterianas foram associadas a uma melhor sobrevivência em pacientes com PDAC. Diferentes protocolos de expansão utilizando combinações de citoquinas foram testados quanto à sua capacidade de expandir MAIT do tumor dos pacientes. A eficiência dos protocolos foi avaliada através da avaliação do número total de células e da frequência de MAIT. A capacidade funcional das células foi determinada pela produção de IFN-γ em resposta a células tumorais autólogas e/ou linhas celulares alogénicas de cancro. Foi demonstrado que células MAIT podem ser diretamente isoladas do tecido tumoral de pacientes com cancro e que são capazes de reconhecer células tumorais autólogas, produzindo IFN-γ. MAIT infiltrantes nos tumores detetam e reconhecem o tumor autólogo de forma restrita ao MR1 in vitro. Em resumo, estes dados fornecem a primeira evidência de que MAIT que infiltram o tumor podem ser expandidas a partir de lesões tumorais e as reconhecem, podendo ser utilizadas em imunoterapia para pacientes com cancro pancreático.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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6817 - DCRRNI ID

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UIDB/04443/2020

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