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Avaliação de complexos metálicos de Cobre (Cu(II)) e de Platina (Pt(II)) como agentes antiproliferativos em células tumorais
Publication . Marques, Cristiana de Jesus Rodrigues; Fernandes, Maria Alexandra
O cancro é uma doença complexa e devastadora que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais no organismo. A quimioterapia é um dos tratamentos mais comuns para o cancro, consistindo na administração de agentes químicos que visam destruir as células cancerígenas ou inibir o seu crescimento. Dentro dos agentes químicos, os complexos metálicos têm despertado o interesse na investigação médica, pois mostram elevado potencial como agentes quimioterapêuticos eficazes, devido às suas propriedades únicas que permitem a combinação com diversos ligandos existindo uma maior seletividade no ataque às células malignas, minimizando o impacto nas células saudáveis. Este avanço representa uma promissora perspetiva para o tratamento do cancro, em busca de alternativas mais eficazes, menos tóxicas e que evitem o aparecimento de resistências. Neste trabalho, vários complexos de cobre (Cu(II)) e de platina (Pt(II)) foram testados em termos de atividade antiproliferativa em culturas 2D de carcinoma colorretal, carcinoma colorretal resistente à doxorrubicina, carcinoma do ovário e em fibroblastos primários humanos. Entre os complexos testados, os complexos Cu1a, Cu1b e Pt1a mostram-se como os mais promissores com maiores índices de seletividade para as células de carcinoma de colorretal resistente à doxorrubicina (HCT116doxR; IC50 de 0,239, 0,290 e 0,683 respetivamente). Os resultados revelam que estes complexos são capazes de internalizar nas células HCT116doxR ao fim de 3h levando à formação de ROS com consequente alteração do potencial de membrana mitocondrial e indução de morte celular programada pela via apoptótica intrínseca e por autofagia. Estes complexos interferem ainda na progressão do ciclo celular com formação de células senescentes, conseguem clivar o DNA plasmídico através de mecanismos oxidativos e interagir com a albumina sérica bovina (BSA). Verificou-se ainda que os três complexos atrasam o processo de migração celular, mas apenas o complexo Pt1a parece ter algum efeito na retardação da neovascularização.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

3599-PPCDT

Número da atribuição

PTDC/QUI-QOR/1304/2020

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