A carregar...
Projeto de investigação
Sem título
Financiador
Autores
Publicações
Desenvolvimento e otimização de um modelo de infeção em Galleria mellonella para ensaios de patogenicidade
Publication . RODRIGUES, Telma de Afonseca; COSTA, Sofia Santos; MARQUES, Joana; SILVEIRA, Henrique
RESUMO
A larva de Galleria mellonella representa um novo modelo de infeção invertebrado com potencial aplicação em diversas áreas de investigação. Até à data, G. mellonella tem sido usada em estudos de avaliação do potencial de virulência de agentes patogénicos, de interação hospedeiro-agente patogénico e ensaios de farmacotoxicidade. A sua aplicabilidade tem sido demonstrada para alguns dos agentes patogénicos de maior relevância clínica, incluindo Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus.
Os objetivos principais deste trabalho foram a implementação de uma colónia de G. mellonella no GHTM/IHMT-NOVA, e a otimização de protocolos de infeção para ensaios de patogenicidade para quatro agentes patogénicos bacterianos relevantes: P. aeruginosa, S. aureus, Neisseria gonorrhoeae e Escherichia coli.
Adquiriram-se larvas de G. mellonella na última fase larval a uma casa comercial especializada em animais exóticos e a espécie foi confirmada por sequenciação do gene COI. As larvas foram criadas numa sala dedicada no Insectário do IHMT-NOVA, na ausência de luz, a 27-28ºC e a 60-80% de humidade relativa, com uma dieta rica em nutrientes baseada em farinha de milho, levedura de cerveja, farinha de soja, leite em pó, mel, glicerol e cera de abelha. O ciclo de vida de G. mellonella foi acompanhado e a taxa de oviposição foi determinada. Após otimização de condições de pré-incubação (aclimatização a 37 ºC na ausência de comida), foram conduzidos ensaios de infeção com a estirpe de referência S. aureus ATCC25923 de forma a comparar a suscetibilidade à infeção entre as larvas comerciais e as larvas criadas in-house. O modelo de infeção de G. mellonella foi usado com as larvas in-house para determinar o potencial de virulência das estirpes de referência P. aeruginosa ATCC27583, N. gonorrhoeae ATCC49226, E. coli ATCC25922 e estirpes clínicas de S. aureus.
Foi estabelecida no GHTM/IHMT-NOVA uma colónia de G. mellonella. A G. mellonella criada in-house apresentou um ciclo de vida entre 31 a 34 dias. Em média, cada fêmea colocou 1794 ovos, com uma taxa de eclosão de ~34%. Em comparação com as larvas comerciais, as larvas criadas in-house, mostraram ser mais saudáveis e menos suscetíveis à infeção por S. aureus ATCC25923. A pré-incubação das larvas por 48 horas a 37ºC, sendo deprivadas de comida nas últimas 24 horas, mostrou ser a melhor condição de aclimatização. A realização de ensaios de infeção dos quatro agentes patogénicos permitiu, a inóculos equivalentes, diferenciá-los de acordo com o seu potencial de virulência da seguinte forma: P. aeruginosa >> S. aureus > E. coli > N. gonorrhoeae.
Este trabalho representa a expansão dos modelos de infeção animal disponíveis no GHTM/IHMT-NOVA e a sua aplicabilidade para estudar agentes patogénicos bacterianos relevantes que são o foco de linhas de investigação em curso no IHMT-NOVA. Trabalho futuro poderá incidir na utilização deste modelo para o estudo de agentes fúngicos e parasitas, assim como estudos de farmacotoxicidade.
Palavras-chave: Galleria mellonella; modelo de infeção invertebrado
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
Concurso de Projetos de I&D em Todos os Domínios Científicos - 2022
Número da atribuição
2022.07931.PTDC
