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Projeto de investigação
Striatal activity and synaptic features underlying dystonic muscle contraction.
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Striatal activity and synaptic features underlying dystonic muscle contraction
Publication . Colucas, Raquel; Barros, Filipa França de; Pereira, Daniela
Resumo: A distonia é uma doença do movimento caracterizada por contrações
musculares involuntárias e intermitentes, que levam a movimentos e
posturas anormais. A distonia DYT1 é a forma hereditária mais comum e é
causada por uma mutação no gene TOR1A. Apesar da sua causa genética bem
definida, a distonia DYT1 apresenta uma baixa penetrância (~30%). Como
resultado, surgiu o conceito de "second hit", sugerindo que fatores ambientais
adicionais podem ser necessários para desencadear a manifestação da
distonia. Embora tenham sido feitos progressos significativos na
compreensão da distonia, a sua fisiopatologia exata ainda não está clara. Os
gânglios da base, particularmente o estriado, desempenham um papel
fundamental no controlo dos movimentos voluntários. Supõe-se que um
desequilíbrio entre as vias direta e indireta possa levar às contrações
musculares anormais. No entanto, os mecanismos subjacentes não são bem
compreendidos. Alterações na plasticidade sináptica estriatal e na
complexidade dendrítica dos MSNs foram relatadas em modelos animais de
dystonia. No entanto, nenhum estudo examinou diferenças específicas entre
as vias. Este projeto tem como objetivo determinar a plasticidade estrutural
estriatal num modelo de ratinho de distonia DYT1, antes e 12 semanas após
um "second hit" (compressão do nervo ciático) conhecido por induzir
movimentos semelhantes à distonia. Utilizando imagens confocais de alta
resolução, analisámos a morfologia dendrítica das D1-MSNs marcados com
EYFP, por injeção retro-orbital de AAV9.Ef1.DIO.EYFP em ratinhos D1-Cre
cruzados com ratinhos DYT1 e com os respectivos controlos (WT). As
reconstruções 3D das imagens confocais dos D1-MSNs permitiram a
quantificação detalhada dos parâmetros dendríticos, nomeadamente análise
3D de Sholl, o comprimento total das dendrites, o número de dendrites, os
pontos de ramificação, a retilineidade e o volume do soma. Os nossos
resultados mostram que, embora o efeito da mutação DYT1 na complexidade
dendrítica não tenha atingido significância estatística, houve um aumento do
volume do soma nos ratinhos DYT1 em comparação com os controlos WT, 12
semanas após a compressão do nervo ciático. Estes resultados sugerem que
a disfunção da torsinaA, em combinação com um “second hit”, afeta a
plasticidade estrutural das D1-MSNs. O nosso estudo fornece novas informações sobre as anomalias morfológicas nas D1-MSNs associadas à distonia DYT1.
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
3599-PPCDT
Número da atribuição
2022.02008.PTDC
