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FCSH: DA - Capítulo de livros nacionais

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  • Lá fora um lugar para existir/Abroad a place where to exist
    Publication . Silvano, Filomena
    A exposição “Artistas Portugueses - Lá Fora” pretende mostrar uma parte significativa da produção de artes plásticas que resultou de processos de migração que tiveram origem em território português. Integra uma multiplicidade de situações temporais e sociais que, para serem lidas, necessitam de alguma contextualização. Trata-se, tal como no caso da emigração económica, de uma emigração de sobrevivência, sendo que aqui o sentido do termo sobrevivência assume uma dimensão mais existencial. Para elas, partir quer dizer, ao mesmo tempo, resistir enquanto ser humano e existir enquanto criador. The exhibition “ABROAD” aims to show a significant part of the Fine Arts production resulting from migration procedures starting from the Portuguese territory. It comprises multiple periods of time and social situations which, in order to be comprehended, need to be contextualized. This is, just like in the case of economic emigration, an emigration for survival even if in this context the meaning of the Word survival assumes an existential dimension. For those people to leave means, simultaneously, to resist as a human being and to exist as a creator.
  • Um antropólogo fazedor de objectos
    Publication . Silvano, Filomena
    Brízio pensa o mundo através dos objectos que faz ou, dito de outra forma, pensa a vida ao mesmo tempo que constrói um pouco da materialidade do mundo. Ele interpreta a cultura material - interroga-a – e depois devolve a interpretação ao mundo em forma de objectos. É um antropólogo fazedor de objectos. Brízio ponders the world through the objects he makes or, to put it another way, he ponders life as he builds a little of the materiality of the world. He interprets material culture – questions it – and then returns His interpretation to the world in the form of objects. He is an anthropologist who is a maker of objects.
  • O Património Imaterial e a Antropologia Portuguesa: uma perspectiva histórica
    Publication . Leal, João
    O capítulo procura mostrar em primeiro lugar o modo como a antropologia portuguesa nasceu e se desenvolveu historicamente entre 1870 e 1970 em torno da tematização “avant la lettre” daquilo a que a UNESCO definiu em 2003 como património cultural imaterial. E sugere em segundo lugar algumas das vias que a antropologia portuguesa atual deve seguir no seu diálogo com este reconhecimento, em termos de políticas culturais, de um dos seus marcadores genéticos mais fortes.
  • Festa e emigração numa freguesia açoriana
    Publication . Leal, João
    O texto analisa as descontinuidades e reactivações dos 'impérios', festas do Espírito Santo na freguesia de Santa Bárbara, da ilha de Santa Maria (Açores), em relação com o fenómeno da emigração.
  • AS ROMARIAS QUARESMAIS DE SÃO MIGUEL (AÇORES)
    Publication . Leal, João
    O objectivo principal do artigo é o de fornecer uma apresentação etnográfica detalhada das Romarias Quaresmais de São Miguel (Açores), um dos poucos rituais populares ligados à Quaresma com efectiva existência na actualidade. Na sua base encontra-se uma recolha conduzida em Fevereiro de 1988 junto do rancho da freguesia de Ponta Garça (concelho de Vila Franca do Campo), em cuja Romaria o autor teve ocasião de se integrar. Os dados então recolhidos foram posteriormente completados com recolhas mais breves de informação junto de outros ranchos.
  • Ir à terra - mobilidade transnacional e construção de sedentariedades imaginadas
    Publication . Silvano, Filomena
    O texto mostra como é que os membros de uma família, de origem portuguesa mas em viagem constante entre duas aldeias de Trás-os-Montes e a cidade de Paris, constroem os seus próprios universos culturais e, consequentemente, as suas identidades. Nesse ano a autora acompanhou e filmou o quotidiano da família nos percursos entre as suas duas casas de Paris e as casas dos pais de ambos, em Trás-os- Montes. Entretanto foi-se desenhando, face ao desejo da família visitar a Expo 98, um segundo projecto de filme, a rodar em Lisboa durante o Verão de 98, para observação dos efeitos, em pessoas com identidades fortemente marcadas pela diáspora, de uma visita à capital do País no momento em que aí se realizava uma exposição com visibilidade internacional.
  • Société rurale, société urbaine: espaces en interaction
    Publication . Pellegrino, Pierre; Mondada, Lorenza; Neves, João; Silvano, Filomena
    The structuration of the space where the rural society has been developped works as an echelonned separation to the other, the most different in the most remote; all of them are placed in a successive series of juxtapositions and interlocking series where the plural on one scale is the singular on another one, the homogeneous. However, in the generalized diffusion of properties, informations and valies, this echelonnement is obsolete; in an urban society, the remote is the here and the other in the same; so the communication problems between social entities are not just established in a coexistential and relational way, but also - and especially - in terms of integration and future.
  • Cartografar um passado para uma identidade metropolitana
    Publication . Silvano, Filomena
    O texto que agora finalizo foi construído a partir de uma proposta de trabalho que associava, num mesmo título, e portanto numa mesma problemática, as palavras “património” e “identidades”: partindo de uma série de mapas relativos ao património da área metropolitana de Lisboa pretendia-se pensar a questão do papel deste na criação de uma “identidade metropolitana”. Parece- me que ao longo do texto se foi tornando claro que existe uma relação óbvia entre patrimonialização e negociação identitária e que ambas as dinâmicas – aqui articuladas, mas passíveis de serem pensadas isoladamente – se espacializam a diversas escalas. Por isso penso que, a existir, a “identidade metropolitana” será construída no interior de uma complexa negociação que implicará, também ela, a presença de diferentes escalas de pertinência social e cultural. O papel de cidade aglutinadora, que Lisboa provavelmente já assume por via funcional, deverá ser reforçado pela criação de um sentimento de pertença que ligue simbólica e emocionalmente, apesar da diversidade do espaço envolvido, a população da área metropolitana de Lisboa à cidade. Mas, e justamente porque o espaço é económica, social e culturalmente diverso, o reforço desse sentimento terá de ser produzido em articulação com uma multiplicidade de processos de identificação territorial de escala mais reduzida. A criação de uma identidade metropolitana dependerá do equilíbrio que resulte do jogo instável e infinitamente manipulável entre a afirmação das semelhanças e a aceitação das diferenças. Uma metrópole não se pode construir se não conseguir que o sentimento de pertença colectiva que lhe dá existência se produza em simultâneo, mas não em contradição, com outros sentimentos de pertença que por serem mais localizados permitem manter os sentidos das vidas quotidianas de uma parte significativa da sua população.