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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo faz uma contextualização do nascimento da Análise da Política Externa (APE). Apresenta uma análise historiográfica da invenção da APE e da sua relação com os anos formativos da disciplina das Relações Internacio-nais (RI). O seu objetivo é o de iluminar a relação entre a história e a teoria da origem da APE como campo de estudo autónomo. O artigo está organizado em três partes. Em primeiro, identifica as origens europeias e norte-americanas do estudo da Política Externa e a sua ligação com as policy sciences. Em segun-do, relaciona o surgimento do Realismo com o estudo tradicional da política externa e sintetiza as principais críticas teórico-metodológica introduzidas pela APE. Finalmente, apresenta uma análise dos principais marcos e inovações teó-ricas das abordagens que inventaram a APE. O artigo defende dois argumentos. Primeiro, a invenção da APE inscreve-se num contexto histórico e académico de protesto contra a visão tradicional de pensar e investigar a política externa. Se-gundo, é necessário assumir a interligação entre contextos históricos e contextos científicos na evolução teórica das RI e da APE.
Descrição
UIDB/04627/2020 UIDP/04627/2020
Palavras-chave
Análise da Política Externa (APE) Realismo Abordagem Feno-menológica Abordagem Científico-comparativa Historiografia da APE
