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Orientador(es)
Resumo(s)
De que modo é que as formas de fazer História da Arte, que se tornaram
hegemónicas nos E.U.A. e na Rússia durante a Guerra Fria, foram influenciadas pelo
seu contexto histórico? De que modo é que essa conjuntura potenciou a afirmação de
uma determinada forma de fazer História da Arte em cada bloco em detrimento de
outras alternativas ou concorrentes? Qual a relação entre os modelos da historiografia
da arte que se tornaram dominantes em cada potência durante o referido período?
Recorrendo ao conceito de “paradigma”, avançado por Thomas Kuhn, a uma
análise dos discursos críticos, teóricos e historiográficos e à contextualização histórica
dos mesmos, esta investigação pretende seguir o desenvolvimento dos paradigmas da
historiografia artística norte-americana e russa que se tornaram dominantes na Guerra
Fria.
Numa primeira parte, é analisado o período de emergência de uma História da
Arte modernista norte-americana e de uma História da Arte do Realismo Socialista
soviética, recuando-se para isso até à década de 1930; uma segunda parte é dedicada à
fase de apuramento e afirmação que as mesmas conheceram durante as décadas de
1940 e 1950; e, finalmente, numa terceira parte, debruçamo-nos sobre os primeiros
indícios de questionamento sistemático dos dois paradigmas que emergem a partir da
década de 60, quer através dos desafios que lhe são lançados pela produção artística,
quer através das revisões historiográficas internas que, a partir de então, se vêem
sujeitos.
O que este percurso revela é a conveniência histórica e política dos
paradigmas historiográficos que se tornaram hegemónicos na disputa cultural entre os
dois blocos na Guerra Fria; o seu agenciamento (oficial ou oficioso) como parte
integrante de um emblema identitário nacional pelas estratégias da diplomacia
cultural; e uma relação entre ambos de complementaridade, na medida em que a
simetria do seu antagonismo traduz a imprescindibilidade do “outro” numa
construção cultural identitária — a qual, no seu conjunto, corporiza a bifurcação de
uma utopia cultural da Modernidade.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de
Doutor em História da Arte Contemporânea
Palavras-chave
Historiografia da arte Guerra Fria Modernismo Realismo socialista
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
