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Resumo(s)
L’arrivée du béton armé sur le panorama architectural mondial provoque une
véritable révolution dans la façon de concevoir les espaces architecturaux. C’est
évidement sur la modernité de ce matériau que repose la continuité d’une image qui
traverse tout un siècle, des premières expériences dans le domaine infrastructurel et
industriel aux expérimentations des pionniers du Mouvement moderne, jusqu’aux
grands travaux brutalistes de la période d’après-guerre. En fait, au-delà des définitions
utilisées pour fixer conceptuellement et stylistiquement cette époque, nous pouvons
affirmer avec conviction que toutes les réalisations architecturales les plus significatives
du XXe siècle ont été marquées et caractérisées par la centralité expressive et technique
du béton armé.
Le choix de se focaliser sur le cas du Portugal, et sur le rôle du béton armé dans la
définition stylistique du Mouvement moderne portugais, naît d’une double volonté. En
premier lieu il s’agissait d’analyser un pays qui, en dépit de sa situation périphérique et
de sa petite taille par rapport aux autres grands pays européens, a été en mesure
d’influencer et de marquer une grande partie de l’architecture de la seconde moitié du
XXe siècle. En second lieu, cette entreprise se proposait d’approfondir le thème
insuffisamment exploré de la relation intrinsèque entre le béton armé et l’architecture
portugaise du XXe siècle. Il s’agit d’une relation compliquée, caractérisée à son début
par un conflit idéologique entre tradition et modernité. Comme pour d’autres pays
européens, également au Portugal les bâtiments industriels représentent la preuve la plus
immédiate de ce changement architectural. Construits partiellement et puis entièrement
en béton armé, ils sont les premiers moyens de diffusion et d’expérimentation de la
technique et le symbole de la modernité recherchée. Leur complexité structurelle et leur
majesté architecturale deviennent la preuve des potentialités innovantes conquises grâce
à la nouvelle technique de construction et le moyen d’expression des nouveaux concepts
spatiaux du Mouvement moderne. La naissance de l’architecture moderne, alors, peut
être repensée comme dépendant des concepts de fonctionnalisme et rationalisme propres
des bâtiments industriels et du lien qu’elle a eu avec le nouveau matériau. Il ne fait
aucun doute, en fait, que ces nouvelles formes architecturales sont le résultat de la
nature structurelle du béton armé et de la versatilité du système constructif, comme il
n’y a aucun doute que les prototypes industriels deviennent littéralement le point de
départ de l’architecture moderne. C’est donc la naissance d’une “époque nouvelle”, où l’architecture commence à s’exprimer à travers un nouveau moyen expressif : le béton
armé.
A chegada do betão armado no panorama arquitectónico mundial provoca uma verdadeira revolução na forma de projetar e construir espaços arquitectónicos. É obviamente sobre a modernidade deste material que se baseia a continuidade de uma imagem que atravessa todo um século, desde as primeiras experiências no campo da infra-estrutura e da indústria até os ensaios dos pioneiros do Movimento Moderno et as grandes obras brutalistas do período pós-guerra. De fato, para além das definições usadas para fixar conceitualmente e estilisticamente essa era, podemos afirmar com convicção que todas as realizações arquitectónicas mais significativas do século XX foram marcadas e caracterizadas pela centralidade expressiva e técnica do betão armado. A decisão de centrar a atenção no caso específico de Portugal, e no papel do betão armado na definição estilística do Movimento moderno português, nasce de uma dupla vontade: por um lado, o desejo de analisar um país que, apesar de ser tão periférico e pequeno em comparação com os outros grandes países europeus, foi capaz de influenciar e marcar com a sua presença grande parte da arquitectura da segunda metade do século XX; por outro lado, a vontade de aprofundar um tema insuficientemente explorado, como a relação intrínseca entre o material e a arquitectura portuguesa. É uma relação complicada, caracterizada inicialmente por um conflito ideológico entre tradição e modernidade. Quanto a outros países europeus, também em Portugal os edifícios industriais representam a prova mais imediata desta evolução. Construídos parcialmente e depois inteiramente de betão armado, tornam-se o primeiro meio de difusão e experimentação da técnica e o símbolo da modernidade buscada. As suas complexidade estrutural e majestade arquitectônica passam a ser prova das potencialidades inovadoras adquiridas através da nova técnica de construção e o meio de expressão dos novos conceitos espaciais do Movimento moderno. O nascimento da arquitectura moderna, então, pode ser repensado como dependente dos conceitos de funcionalismo e racionalismo dos edifícios industriais e da ligação que ela terá com o novo material. Não há dúvida de que essas novas formas arquitectónicas são o resultado da natureza estrutural do betão armado e da versatilidade do sistema de construção, pois é indubitável de que os protótipos industriais literalmente se tornam o ponto de partida para uma nova arquitectura. É, portanto, o nascimento de uma “nova era”, onde a arquitectura pode começar a formular-se através dum novo meio expressivo: o betão armado.
A chegada do betão armado no panorama arquitectónico mundial provoca uma verdadeira revolução na forma de projetar e construir espaços arquitectónicos. É obviamente sobre a modernidade deste material que se baseia a continuidade de uma imagem que atravessa todo um século, desde as primeiras experiências no campo da infra-estrutura e da indústria até os ensaios dos pioneiros do Movimento Moderno et as grandes obras brutalistas do período pós-guerra. De fato, para além das definições usadas para fixar conceitualmente e estilisticamente essa era, podemos afirmar com convicção que todas as realizações arquitectónicas mais significativas do século XX foram marcadas e caracterizadas pela centralidade expressiva e técnica do betão armado. A decisão de centrar a atenção no caso específico de Portugal, e no papel do betão armado na definição estilística do Movimento moderno português, nasce de uma dupla vontade: por um lado, o desejo de analisar um país que, apesar de ser tão periférico e pequeno em comparação com os outros grandes países europeus, foi capaz de influenciar e marcar com a sua presença grande parte da arquitectura da segunda metade do século XX; por outro lado, a vontade de aprofundar um tema insuficientemente explorado, como a relação intrínseca entre o material e a arquitectura portuguesa. É uma relação complicada, caracterizada inicialmente por um conflito ideológico entre tradição e modernidade. Quanto a outros países europeus, também em Portugal os edifícios industriais representam a prova mais imediata desta evolução. Construídos parcialmente e depois inteiramente de betão armado, tornam-se o primeiro meio de difusão e experimentação da técnica e o símbolo da modernidade buscada. As suas complexidade estrutural e majestade arquitectônica passam a ser prova das potencialidades inovadoras adquiridas através da nova técnica de construção e o meio de expressão dos novos conceitos espaciais do Movimento moderno. O nascimento da arquitectura moderna, então, pode ser repensado como dependente dos conceitos de funcionalismo e racionalismo dos edifícios industriais e da ligação que ela terá com o novo material. Não há dúvida de que essas novas formas arquitectónicas são o resultado da natureza estrutural do betão armado e da versatilidade do sistema de construção, pois é indubitável de que os protótipos industriais literalmente se tornam o ponto de partida para uma nova arquitectura. É, portanto, o nascimento de uma “nova era”, onde a arquitectura pode começar a formular-se através dum novo meio expressivo: o betão armado.
Descrição
Palavras-chave
Béton armé Architecture portugaise, Mouvement moderne
