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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
No
momento
em
que
começam
a
ser
melhor
conhecidos
os
dinamismos
que
fazem
dos
pobres
uma
população
flutuante,
da
qual
uma
parte
substancial
passa
por
episódios
de
pobreza
que
não
se
transformam
numa
condição
definitiva,
o
projeto
conducente
a
esta
tese
pretendeu
caracterizar
as
trajetórias
de
mobilidade
que
consubstanciam
os
movimentos
bem-‐sucedidos
de
fuga
à
destituição
e
à
privação
económica
extrema.
Com
base
num
trabalho
etnográfico
junto
de
vinte
e
oito
famílias
residentes
em
dois
bairros
de
habitação
social
metropolitanos,
entrevistadas
e
acompanhadas
ao
longo
de
mais
de
dois
anos,
procuraram-‐se
respostas
para
três
tipos
de
interrogações.
A
primeira
foi
saber
como
surgiu
a
pobreza
nas
suas
vidas,
quais
as
causas
que
a
provocaram
e
em
que
condições
foi
possível
a
sua
ultrapassagem,
cruzando
na
análise
a
evolução
de
factores
estruturais
com
as
estratégias
e
os
projetos
engendrados
no
plano
individual
e
familiar.
Reconstruídas
as
trajetórias,
o
segundo
objectivo
foi
captar
os
modos
de
vida
construídos
após
a
saída
da
pobreza
e
a
maneira
como
esses
indivíduos
e
famílias
se
identificam
socialmente
no
presente,
face
às
posições
que
conquistaram
para
si
próprios
e
às
aspirações
que
mantêm.
A
esta
segunda
dimensão,
de
autoidentificação,
esteve
articulada
uma
terceira,
a
de
recolher
as
representações
dos
sujeitos
sobre
o
conjunto
mais
amplo
das
estruturas
de
desigualdade
e
das
hierarquias
sociais
e
económicas,
desde
as
posições
desfavorecidas
que
experimentaram
pessoalmente
aos
lugares
mais
privilegiados
a
que
só
a
imaginação
dá
acesso.
Descrição
Tese
apresentada
para
cumprimento
dos
requisitos
necessários
à
obtenção
do
grau
de
Doutor
em
Antropologia
do
Espaço
e
das
Cidades
Palavras-chave
Pobreza Mobilidade socioeconómica Identidade Social
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
