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Orientador(es)
Resumo(s)
Numa passagem famosa e assaz desconcertante do livro II da República, Platão sustenta que não há motivo para um deus mentir,
mas que pode haver muitas e boas razões para os homens o fazerem!
O que está em questão é a noção e o estatuto de pseudos e uma distinção,
introduzida um pouco antes, marcara a diferença entre o que se
deve entender por "verdade ira mentira" e a que não passa de uma
"mentira em palavras", A primeira, detestada por deuses e por
homens-, corresponde à ignorância e ao engano que se instalam na
alma quanto ao que é mais importante para cada um; a segunda, "a que consiste em palavras", é objecto do elogio platónico em circunstâncias
específicas que convém esclarecer. Em termos globais, a
mentira em palavras quando é útil não é desprezível
