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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A noção mais intuitiva de representação liga-se à faculdade subjectiva
de um sujeito tomar conhecimento do mundo ou dos objectos
que o rodeiam. Apenas num sentido derivado transitamos para uma
representação no sentido semiótico: a representação para um sujeito s.
Repare-se que, em todo o caso, a relação de representação é em última
anƔlise mediada por um sujeito. Isso mesmo Ʃ o que Ʃ sustentado na
formulação triÔdica de representação, segundo Peirce, a qual estipula
a priori um interpretante, que Ć© sempre da ordem do mental e que
relaciona a com b, fazendo com que este seja representado por aquele.
Numa acepção não derivada o termo representação pressupõe uma
relação sujeitol objecto, constituindo a representação uma interface,
que a filosofia clƔssica sempre colocou na esfera do sujeito. Mas Ʃ
precisamente porque a representação pertence à esfera do mental ou
ainda do psicológico, que a filosofia contemporânea da linguagem a
desqualificou como conceito operatório no contexto de uma teoria
consistente acerca das relaƧƵes entre mundo, linguagem e mente. Se a
filosofia pretende descrever as leis objectivas, tanto do pensamento
como do ser, então essa carga de subjectividade, de mentalismo,
aliada ao conceito não forneceria base sólida de trabalho .
