| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 9.59 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na continuação dos nossos trabalhos sobre o calendário litúrgico e
folclórico na obra vicentina, resolvemos estudar uma peça de Gil Vicente e
dar-lhe uma outra interpretação ^ Trata-se do Pranto de Maria Parda, datado
intra-textualmente de 1522, «vou morrer de sequia/na era de vinte e dous»
(citando a protagonista no momento «em que Gil Vicente já não faz autos ao
rei» D. Manuel, falecido em Dezembro de 15212. Este dramaturgo escreveu
versos pela ocasião da morte deste rei discorrendo sobre a efemeridade da
vida, e seria importante fazer um trabalho sobre estes dois textos, um sobre a
perda de um rei que não se chama «pranto» e um outro sobre o Camaval,
que assim se chama.
Depois do estudo da Farsa dos Físicos, onde analisámos o combate
entre comida gorda e comida magra, ou a luta entre Camaval e Quaresma,
temos prestado mais atenção às datas de representação das peças (dentro do
texto e através de vários índices), muitas delas encomendadas para comemorar
cerimônias precisas de rituais anuais. A alimentação e a bebida abrem-
-nos caminhos muito vastos para o estudo da calendarização e da simbólica
do teatro deste período e pensamos que haverá relações mais estreitas entre
as várias peças, como talvez entre este pranto e a Farsa dos Físicos.
