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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O objeto de análise desta dissertação é a Crônica de Portugal de 1419, de autoria até hoje ainda duvidosa, esta, enquadrada no gênero literário denominado cronística medieval, tem como tema específico para este trabalho a representação da realeza e da nobreza no seio do referido título. Procuraremos essencialmente estudar como estas duas classes estão representadas nesta Crônica, buscando sempre apresentar os motivos que levaram o seu autor a relatar as passagens nelas descritas, a maneira e a disposição em que se encontram, isto é, privilegiando alguns, excluindo outros e até mesmo, em alguns casos, tentando esclarecer os pretextos que levaram a descrevê-los de maneira divergente se comparada a história tradicional. O que de certa forma pode ser interpretada como um modo de prestigiar ou denegrir certos paradigmas históricos e toda a carga simbólica a eles associados. É importante salientarmos que as crônicas, neste fim de idade média, desempenharam um lugar de destaque para a apreciação da historiografia portuguesa, suas composições foram lavadas a cabo basicamente pela e para o enaltecimento da realeza e a nobreza. Acima de tudo, tais discursos, neste período de afirmação da dinastia de Avis, era de suma importância para a criação de uma ideologia que buscasse no passado a legitimação de uma nova cruzada que obtivesse o apoio de nobres cavaleiros para a disseminação da fé católica, só que agora em solo africano.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em História, Especialidade de História Medieval.
Palavras-chave
Historiografia medieval portuguesa Fernão Lopes Crônica Realeza Nobreza
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
