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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta tese ocupa-se da noção de representação, no âmbito do pensamento do século
XVII. Partiu de duas hipóteses cruzadas: 1) que a noção de representação tem uma
dinâmica reflexiva que é imanente ao acto de representar, a qual implica, por isso, uma
representação desse acto, ou seja, uma auto-representação; 2) que é possível estabelecer
uma analogia profícua entre a representação mental e a representação pictórica, como
elas foram entendidas no discurso filosófico e na prática pictórica do século XVII, e que
essa analogia ilumina a natureza e as propriedades da noção de representação. Numa
primeira parte, a tese procura caracterizar os elementos principais daquilo a que pode
chamar-se de paradigma representativo na filosofia e na pintura do século XVII. Essa
caracterização faz-se a partir da «Lógica» de Port-Royal, cuja primeira parte se
identifica com uma lógica ou, em rigor, com uma epistemologia da ideia, noção
ambígua mas que é a sede conceptual de uma teoria do conhecimento
representacionista. Os traços do sistema clássico da representação revelados por uma
“teoria do signo representativo”, na «Lógica», podem ser complementados pela
interpretação arnaldiana de uma teoria da percepção, explicitada na polémica das ideias
entre Arnauld e Malebranche, que confirma, ao mesmo tempo, o sentido e o alcance da
representatividade do pensamento na epistemologia cartesiana. Por outro lado, a troca
epistolar entre Arnauld e Leibniz sobre a noção de “expressão” permite uma
interpretação alternativa dessa representatividade do pensamento, reiterando, no
entanto, a dinâmica reflexiva do acto de representar, que é próprio da natureza da
substância individual. Num segundo momento dessa caracterização, é possível fazer
uma aproximação entre o discurso filosófico e a prática artística no que respeita às suas
teorias da percepção – a teoria da visão de Kepler, a Dióptrica de Descartes e as
catóptricas de Mersenne e Nicéron – e às práticas da representação – a representação em
perspectiva linear frontal e anamorfótica.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Doutor em Filosofia, especialidade de Filosofia do conhecimento e
Epistemologia
Palavras-chave
Representação Ideia Reflexividade Percepção Representação pictórica Vanitas, Auto-Representação Cepticismo
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
