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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A relação dos media com o mundo - e designadamente a relação
específica com a "máquina" televisiva - é, no seu complexo campo
reticular de produção de saber e fazer, simultaneamente desestabilizadora
e apaziguadora, na medida em que a prosa precária que a televisão
induz, emerge ora como momento fundador de visibilidade, ora
como instmmento de verdade do qual não devem ser iludidos os seus
dispositivos, os seus poderes e os seus limites.
A televisão é, por excelência, uma máquina produtora de redundância,
recicla continuamente o seu dispositivo e organiza no seu fluxo
discursivo um novo espaço-tempo, uma visão do mundo generalista e
compósita.
Existe, por assim dizer, uma acção socializante do imaginário televisivo
que se configura nos modelos estabilizados das suas "grelhas" de
programação e das suas formas de representação do mundo, as quais
conduzem, grosso modo, ao espectáculo de ritualização da cultura e da
informação. Sintoma, cujo princípio de realidade se manifesta sem se
autodesignar, isto é, trabalha num registo de ilusão naturalista e de
criação de efeitos de legitimação tendo por horizonte de conhecimento o
seu contrato de visibilidade e de credibilidade com o telespectador, em
suma, um horizonte de acontecimento.
Descrição
pp. 83-93
