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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Aprendemos a ler Saussure com maior ou menor esforço e com
maior ou menor prazer quando começamos a estudar lingüística no
1° ano da licenciatura. Quando passamos a ensinar Saussure, temos
uma visão necessariamente mais crítica, mas é ainda o Saussure do
Cours de linguistique générale que defendemos. A afinar o nosso olhar
e a ajudar-nos a resolver as contradições que surgem no texto dos discípulos,
temos agora Les Sources manuscrites de Godel (P edição em
1957), a edição comentada de Tullio de Mauro (T edição italiana em
1967) e as edições críticas de Engler (1967-1974).
A imagem que ainda hoje perdura para a generalidade dos estudantes
que passaram por Saussure é a do precursor do estmturalismo
europeu, daquele que, nas palavras de Françoise Gadet em Saussure,
une science de Ia langue "arrancou a reflexão sobre a linguagem às
evidências empíricas" (1987:7) dominantes na investigação histórica de
então. Com Saussure o objecto de análise seria definido como um
objecto abstracto, constmído pela teoria, um sistema governado por
princípios exteriores ao indivíduo e à realidade física.
Descrição
pp. 49-59
