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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A identidade não é uma questão imune à descrição lingüística e
pode dizer-se até certo ponto que os problemas clássicos da identidade,
tal como têm sido tematizados na filosofia, são problemas de uma teoria
da descrição. A minha exposição vai pois consistir numa curta
exploração destes conceitos, tentando apresentar-vos uma argumentação
articulada em três seqüências. Em primeiro lugar, mostrar que uma
verdadeira metafísica da identidade assume, nem que seja implicitamente,
que é imune aos limites da descrição lingüística, em segundo
lugar que os problemas da identidade são verdadeiramente problemas
da descrição e por último que os limites da descrição não implicam um
cepticismo epistemolôgico, embora impliquem um cepticismo metafísico.
Nós utilizamos o termo identidade ou termos lingüísticos semanticamente
equivalentes para responder à questão: este objecto, pessoa ou
sistema são os mesmos em espaços e tempos diferentes? É por exemplo
possível imaginar, no próximo ano, as mesmas pessoas que agora aqui
estão, na mesma sala, com os mesmos objectos, dizendo exactamente
as mesmas palavras, realizando os mesmos movimentos, etc.
Descrição
pp. 27-34
