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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em território português são já conhecidas quatio áreas geográficas
produtoras de ânforas romanas: os cursos inferiores dos rios Tejo e Sado,
e as costas marítimas do Alentejo e do Algarve, acompanhando a
distribuição das fábricas de transformação do pescado (Diogo, 1987).
Excepto no que respeita a algumas das produções algarvias (Diogo,
1990), os fabricos das várias áreas assemelham-se, com pastas, formas e
cronologias muito próximas. De um modo genérico, as pastas são arenosas,
quartzíticas e micáceas, de textura folheada e tonalidade variando entie o
alaranjado e o bege. As superfícies são ásperas, alisadas com um trapo ou
a pincel, por vezes revestidas de um engobe acastanhado.
Graças à descoberta de um forno em Alcácer do Sal, que temos
vindo a escavar*^', sabemos já que, no curso inferior do Sado foram
produzidas ânforas ibero-púnicas, de tipo Maná A 4. Estas ânforas são
características da área de influência gaditana, e comprovam a existência
de conservação do pescado e sua comercialização externa para o período
pré-romano. O início da tiansformação piscícola em território actualmente
português tem vindo a ser tradicionalmente datado da segunda metade
do século I, acompanhando a chamada intiodução das ânforas de tipo
Dr. 14. No entanto, para além de ser necessário fazer recuar a data do
início da produção das Dr. 14 lusitanas, a que chamámos Lusitana 2, para
a primeira metade do século I, publicámos já um tipo mais antigo, tardorepubficano,
também de produção sadina, as Lusitana 1, cuja forma íbrida
provém das Maná A 4 e é protótipo das Lusitana 2 (Diogo, 1987, Diogo e
Reiner, 1987, Diogo e Alves, 1988/89)
Descrição
pp. 145-151
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
