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A ligitimação histórica da monarquia absoluta na obra do Padre António Pereira de Figueiredo

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Resumo(s)

No primeiro de três tomos de uma História de Portugal editada em Lisboa no ano de 1788 pela Academia Real das Ciências, que, conforme explicita o frontispício, foi primitivamente composta em inglês por uma sociedade de liberatos, depois traduzida em francês e a partir desta última versão vertida em português com anotações de Antônio Morais Silva, contesta-se a veracidade da crença, segundo os autores muito difundida entre os portugueses, de que em épocas longínquas o território do nosso país fora habitado por Túbal e pelos seus familiares. Aliás, como se apressam a referir, os espanhóis sempre haviam contraditado essa convicção, pois também eles se empenhavam em demonstrar ter sido aquele personagem bíblico o fundador da sua monarquia(^\ Baseando-se nos dados fornecidos pelas investigações arqueológicas, que na segunda metade do século XVIII sofreram em Portugal um forte impulso, mercê do interesse que a elas dedicavam personalidades de grande craveira intelectual (é o caso de Frei Manuel do Cenáculo, por exemplo), os autores da referida História de Poriugal enumeram de modo sucinto mas incompleto, os vários povos que, desde os Túrdulos aos Muçulmanos, se estabeleceram na região da Lusitânia, cujos limites geográficos descrevem com precisão.

Descrição

pp. 171-187

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

Licença CC