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Comparação de dois sistemas de classificação de doentes na atribuição do risco de morte: avaliação dos APR-DRG e do Disease Staging

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RESUMO - Contexto: A mortalidade, devidamente ajustada pelo risco, é um indicador de efetividade clínica e como tal, um indicador de qualidade. Tem sido comummente usado não só na avaliação da efetividade dos cuidados prestados como na medição e consequente comparação de performance entre os diversos prestadores de cuidados de saúde. Esta pode ser obtida a partir de sistemas de classificação que com base nas suas conceções próprias de produto, constructo, finalidade e nas diferentes valorizações das dimensões de risco, atribuem aos doentes um determinado risco de morte. Em Portugal, enquanto o Conjunto Mínimo Básico de Dados (CMBD) não for alterado, para o efeito só poderão ser usados, sistemas que utilizem dados administrativos, isto é, os All Patient Refined Diagnosis Related Groups (APR-DRG) e o Disease Staging. Objetivos: O presente estudo pretende analisar e comparar, os APR-DRG e o Disease Staging em relação à probabilidade de morte atribuídas aos episódios de internamento e analisar as diferenças entre os dois sistemas de classificação de doentes. Metodologia: Tendo como fonte a base de dados dos resumos de alta hospitalares (BDRAH), referente aos anos de 2014 e 2015, comparou-se os níveis de mortalidade atribuídos pelos APR-DRG versão 31 com o índice de gravidade atribuído pelo software do Disease Staging, versão 5.26. Para o efeito, criaram-se níveis de gravidade semelhantes aos níveis de mortalidade. Com base em regressões logísticas binárias calcularam-se e compararam-se os odd´s ratios, bem como probabilidades de morte calculadas com base nas escalas de severidade e mortalidade do APR-DRG e na escala de gravidade do Staging, para os DRGs escolhidos. Foram ainda comparados os níveis de mortalidade e gravidade com a taxa de mortalidade observada para diversos DRGs. Resultados: Na maioria dos casos analisados, o Disease Staging apresenta odd´s ratios mais elevados para todos os níveis de gravidade. Dentro de cada nível de mortalidade o Disease Staging é capaz de discriminar episódios por níveis crescentes de gravidade em concordância com a taxa de mortalidade. No que concerne aos APR-DRG, a escala de severidade tem um desempenho superior à escala de mortalidade. Conclusão: O Disease Staging na maioria dos casos evidenciou maior fiabilidade na atribuição da probabilidade de morte. Como vantagens face aos APR-DRG há a destacar o facto de ser dotado de significância clínica e de atribuir um risco de morte individual a cada episódio de internamento.
ABSTRACT - Context: Risk-adjusted mortality is an indicator of clinical effectiveness and an indicator of quality. It has been commonly used in assessing the effectiveness of care provided and in measuring of performance among different health care providers. It can be obtained from classification systems based on their own product, construction, purpose and different valuations of risk dimensions, assigning a certain risk value. In Portugal, while the Minimum Basic Data Set is not modified, only systems that use administrative data like All Patient Refined Diagnostics Related Groups (APR-DRG) or Disease Staging can be used. Goals: The present study aims to analyze and compare APR-DRG and Disease Staging in relation to the probability of death attributed to hospitalization episodes and to analyze the differences between the two patient classification systems. Methods: Based on the administrative data of hospital for the years 2014 and 2015, the mortality levels attributed by the APR-DRG version 31 were compared with the severity index assigned by the Disease Staging software, version 5.26. To this end, levels of severity similar to the levels of mortality were created. Based on binary logistic regressions we calculated and compared the odd's ratios as well as death probabilities calculated based on the severity and mortality scales of the DRR APR and the Staging severity scale for the DRGs chosen. Mortality and severity levels were also compared with the observed mortality rate for several DRGs. Results: In most of the cases analyzed, Disease Staging presents higher odds ratios for all severity levels. Within each level of mortality, Disease Staging is able to discriminate episodes by increasing levels of severity in accordance with the mortality rate. With regard to APR-DRG, the severity scale performs well above the mortality scale. Conclusion: Disease Staging in most cases showed greater reliability in the attribution of the probability of death. As an advantage in relation to APR-DRG, it is important to emphasize that it is clinically significant and to attribute an individual risk of death to each hospitalization episode.

Descrição

Trabalho Final do Curso de Especialização em Administração Hospitalar

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

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Fascículo

Editora

Universidade Nova de Lisboa. Escola Nacional de Saúde Pública

Licença CC