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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A estrada marginal Lisboa-Cascais e o lanço da autoestrada Lisboa-Estádio Nacional cumpriram a sua função de fazer parte da “capacidade realizadora de Portugal”, ou seja, foram obras de carácter excecional onde a tecnologia e a materialidade foram postas ao serviço da construção de um sublime tecnológico realizado pelo Homem, o que seria amplamente celebrado e evocado (e descontextualizado do resto da realidade do país) nas várias publicações de celebração da obra do Estado Novo, incluindo os relatórios plurianuais e outras publicações da Junta Autónoma de Estradas. Estas foram obras que serviram uma classe privilegiada e que se destacaram pelo seu carácter excecional, também no quadro da engenharia rodoviária portuguesa. O facto de estas estradas de turismo terem sido construídas como obras icónicas do regime, integradas no programa das Comemorações dos Centenários de 1940, levou a obras caracterizadas pelo excesso, pela arbitrariedade e pelo improviso, que, contudo, mantiveram e reforçaram o objetivo de servirem uma nova cultura de turismo automóvel e de permitirem a aplicação de novas técnicas pelos engenheiros rodoviários portugueses.
Descrição
Palavras-chave
Estradas de turismo engenheiros rodoviários Junta Autónoma de Estradas Estado Novo Comemorações dos Centenários
