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Programação cultural enquanto exercício do poder

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Resumo(s)

A programação é uma metáfora do poder, cujas relações de possibilidades vamos explorar sempre no cruzamento com a cultura. Os conceitos de Cultura e Poder, na sua longa evolução, deram origem ao programador cultural, cuja missão e tarefas foram desenvolvidas em Portugal nas últimas décadas. Para este facto concorreu a multiplicação dos locais de actividade artística através da recuperação e construção de teatros. Na nossa perspectiva, os programadores serão confrontados com a necessidade de redefinirem o seu espaço de acção. Encontramo-nos perante a alteração de um dos elementos perenes da programação cultural: o controlo do espaço, do momento e das condições da representação artística por via da tecnologia. Atentaremos ao processo provocado pela emergência de uma nova forma de representação sem local, no ecrã do computador, em contraponto com as entidades formalmente instituídas para o encontro artístico – os teatros e os museus. O estudo tem uma dimensão prática que consiste na realização de 15 entrevistas a directores artísticos de teatros e museus de todo o país e ao director-geral das Artes.

Descrição

Dissertação de Doutoramento em Ciências da Comunicação

Palavras-chave

Cultura Arte Poder Política Programação Crítica Tecnologia

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Licença CC