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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Contrariamente a certos preconceitos sobre a Antropologia vitoriana, o presente artigo procura demonstrar que Edward Tylor não procurou acentuar as diferenças entre nós e os selvagens, mas pelo contrário demonstrar a comunhão profunda, de origem pré-histórica, entre as religiões de uns e outros. A humanidade dita civilizada não vivia num estádio de ciência, mas num mundo impregnado de animismo, de caóticas contradições entre as crenças adaptadas pela erudição teológica, as meras sobrevivências sem sentido e os ressurgimentos de fenómenos espiritistas e mediúnicos que se julgavam há muito desaparecidos. Mais do que um exemplo de evolucionismo dogmático, sua obra Primitive Culture é uma tentativa de responder à questão das repetições de conteúdo e das limitações flagrantes ou básicas do pensamento humano, em todos os tempos e lugares, em matéria de imaginação de entidades sobrenaturais. Uma questão que foi abandonada pela Antropologia do século XX, mas que continua sem resposta.
Descrição
Cadernos de Campo. Revista dos alunos de pós-graduação em Antropologia Social da USP, ano 19, Jan.-Dez. 2010, pág. 297-308.
Palavras-chave
Animismo Edward Tylor Evolucionismo Religião
Contexto Educativo
Citação
Editora
Universidade de São Paulo
