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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esquecida há mais de dois mil anos na solidão agreste do profundo vale
médio do maior rio da Península Ibérica, na sua região centro-oeste, a
arte rupestre do Tejo seria descoberta acidentalmente em 1971. Como
que por ironia, três anos mais tarde, aquela desapareceria quase por
completo, sob as águas da barragem de Fratel.
As gravuras têm como suporte as superfícies naturais de
afloramentos de xisto grauváquico, polidos pela erosão das águas fluviais
ao longo dos milénios, e acompanham o rio durante sessenta quilómetros,
entre os afluentes Erges e Ocresa, alternando de margens e concentrandose
onde as plataformas rochosas são mais desenvolvidas. Outras gravuras
foram detectadas em rios tributários do Tejo, como o Erges, o Sever e o
Ocresa.
O complexo rupestre do Tejo, conta aproximadamente com dez
mil gravuras, grande parte das quais produzidas por picotagem, directa
ou indirecta, executada através de artefactos líticos sobre rijas superfícies
rochosas, a grande maioria horizontais.
Elas constituem ciclo artístico iniciado, com raras figuras, no
Paleolítico Superior (Gravetense-Solutrense) e que termina no I milénio
a.C. (Idade do Ferro), contendo seis principais períodos holocénicos de
realização. Somente inscrição dos inícios da romanização e poucas
outras, muito mais modernas, grande parte referindo nomes pessoais,
representam a produção de gravuras durante os tempos históricos.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em História, especialidade Arqueologia
Palavras-chave
Portugal Gravuras rupestres Evolução crono-estilística
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
