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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
o uso milenar pelo homem da Bacia do Mediterrâneo conduziu a problemas graves de
degradação ambiental, encontrando-se algumas zonas em elevado risco de desertificação. As zonas mais degradadas são colonizadas, essencialmente, por plantas da família Cistaceae. Tem-se verificado que estas espécies desempenham um importante papel não só na defesa do solo contra a erosão mas também na melhoria das condições edáficas, proporcionando, eventualmente, situações propícias para a instalação de outras espécies, mais exigentes. Toma-se, por isso, indispensável conhecer a dinâmica espacio-temporal das comunidades vegetais formadas por Cistáceas, especialmente no que diz respeito à variação da biomassa.
Actualmente, o único método realista, objectivo e prático para monitorizar a fitomassa à escala regional consiste na utilização de imagens obtidas por radiómetros a bordo de satélites. Existem vários tipos de radiómetros com diferentes resoluções radiométrica, espacial, temporal e espectral, fornecendo, por isso, imagens com características distintas. Para se poder conjugar as imagens provenientes dos vários radiómetros são necessários estudos comparativos. Assim, para a determinação do potencial das imagens de satélite na determinação da fitomassa dos matos mediterrânicos à base de Cistáceas foram usadas imagens de Verão de três radiómetros diferentes (TM, HRV e VNIR) e ainda uma imagem TM de Inverno para comparação do comportamento espectral da vegetação em duas estações distintas do ano. Foi efectuado trabalho de campo para avaliação directa da fitomassa e validação da informação radiométrica.
Os resultados obtidos no presente trabalham revelam que as adaptações morfológicas
das Cistáceas às condições ambientais adversas durante o Verão (temperaturas
elevadas, carência hídrica e excesso de radiação) influenciam, de maneira decisiva, o
comportamento espectral das plantas. Deste modo, os matos de Cistáceas podem
distinguir-se, nas imagens, de outras comunidades vegetais existentes na mesma
região mas com adaptações morfológicas distintas, como é o caso de matos
mediterrânicos esclerófilos. Ou seja, é possível, cartografar as diferentes formações
vegetais mediterrânicas com base em informação espectral.
Descrição
Dissertação apresentada para obtenção do Grau de Doutor em Ciências do Ambiente,na especialidade de Sistemas Naturais, pela Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologia
