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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Durante a primeira década da sua publicação (1900-1910), A Construcção Moderna divulgou um conjunto de textos dispersos sobre a temática dos monumentos nacionais cuja articulação permite uma leitura do lugar da arquitectura do passado na sociedade portuguesa na viragem do século XIX para o século XX. A revista reproduzia, deste modo, a tendência oitocentista de utilização da imprensa como veículo de propagação ideológica e mesmo doutrinação pedagógica. A partir da década de 1830 Portugal viu aparecerem periódicos pitorescos e ilustrados que, inspirados na imprensa francesa, recorriam à mediatização iconográfica e à formulação teórica como tentativa de edificar a opinião pública. Foi neste quadro que a maioria dos periódicos nacionais divulgou o património arquitectónico numa óptica nacionalista e simbólica, em artigos de conteúdo literário cuja autoria pouco diversificada tornava repetitivos e panfletários (Rosas 1995). Os textos publicados n’ A Construcção Moderna mostram, contudo, como a revista se assume «crónica da actualidade» (Mesquita 1999), ao participar no debate público sobre os monumentos, mas acrescenta «especialidade» ao tema num discurso que, sem perder o cariz nacionalista, o alarga à constituição do restauro como disciplina, ao papel dos arquitectos na sua prática e ao lugar dos monumentos na sociedade e intelligentsia portuguesas.
Descrição
POCTI/AUR/60756/2004
Palavras-chave
Monumentos Restauro Revistas Arquitectos
