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Orientador(es)
Resumo(s)
Devido à origem vulcânica dos arquipélagos Atlânticos, a incidência de zonas de maior profundidade junto às zonas costa é maior que nas plataformas continentais, levando a que, no caso dos naufrágios exista uma maior probabilidade de estes se encontrarem em águas mais profundas. Os Açores constituem um bom exemplo deste tipo de geomorfologia onde a presença de orlas costeiras, caracterizadas maioritariamente por falésias escarpadas, formam linhas de costa com cortes abruptos. Esta geomorfologia é também um indicador do que podemos encontrar a nível subaquático uma vez que junto às ilhas são frequentes batimetrias oceânicas que podem facilmente atingir profundidades abaixo dos -1000. Neste contexto os levantamentos de sítios arqueológicos subaquáticos tornam-se difíceis de realizar sem o auxílio de ferramentas de prospeção com capacidade para observações a tais profundidades uma vez que com batimetrias elevadas, e esse era o principal obstáculo ao conhecimento de determinadas áreas mais fundas, se torna difícil o acesso por intermédio de mergulhador com escafandro autónomo. Com estas questões em mente o projeto que se levou a cabo nos Açores, a cargo da Direção Regional da Cultura dos Açores sob a direção científica da autora e com a colaboração técnica da Fundação Rebikoff-Nigeller, teve como objetivo a caracterização dos fundos e levantamento de sítios localizados em zonas com profundidades superiores aos 40 metros nas ilhas Terceira, Pico e Faial. De fato os dados históricos relativos aos naufrágios ocorridos no arquipélago dos Açores indiciam que um elevado número de acidentes deva estar a maiores profundidades, pelo menos abaixo dos 40 metros, levando a optar-se por recorrer à conjugação de métodos geofísicos com a utilização de um submergível tripulado para se efetuar o levantamento pretendido. Neste artigo serão apresentados resumidamente os métodos utilizados no projeto de levantamento de Carta Arqueológica Subaquática de zonas profundas dos Açores, onde se inclui também quais foram os maiores problemas, perigos, vantagens e desvantagens do uso de um submergível no auxílio do trabalho arqueológico subaquático e quais as perspetivas de futuro.
Descrição
UID/HIS/04666/2013
Palavras-chave
Açores arqueologia subaquática arqueologia de águas profundas
