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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A partir da definição conceptual que distingue entre 'macrocensura', proibição total de um texto, e 'microcensura', a sua proibição parcial, o autor demonstra como a existência de expurgos – subjectivos ou objectivos – em determinadas obras impressas dos sécs. XV a XVII permite um novo acesso ao campo da história do livro e à reflexão sobre os fenómenos censórios. Metodologicamente foi escolhida uma área temática dominante – a medicina ibérica e a filosofia natural – e foram analisadas um conjunto de obras pertencentes à Biblioteca da Ajuda a partir do seu estatuto microcensório, isto é, obras expurgadas ou não expurgadas. Os exemplares da Ajuda, de obras de autores muito conhecidos e incluídos em indexes censórios (caso, por ex., de Copérnico, Gessner ou Zacuto Lusitano) permitiram - pela comparação com exemplares idênticos noutras bibliotecas portuguesas, a identificação ou não de marcas censórias expurgativas em relação com os 2 Índexes portugueses, a associação com a sua proveniência e a possível data da sua 'leitura censória' - clarificar em tabelas e percentagens alguns factos ilustrativos da complexidade da questão em causa. Levantando a questão de que a não existência de marcas nos textos não permite estabelecer uma relação com um estatuto especial da pessoa que os possuiu – e o inverso sendo verdadeiro também – são ainda as questões da revisão e conformidade, tão caras aos jesuítas, que neste texto se evidenciam e se desenvolvem
Descrição
UID/HIS/04666/2013
SFRH/BPD/62410/2009
Palavras-chave
Censorship Early modern times Portugal History of book History
