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Uma leitura pedagógica da construção histórica do conceito de energia: contributo para uma didáctica crítica

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Resumo(s)

A noção de energia tem, ao longo da sua história, ocupado um lugar charneira entre movimentos antagonistas, nomeadamente entre representacionistas e expressionistas (na história da pintura), entre energetistas e mecanicistas (na Física); tal como esta investigação mostra. No que diz respeito ao campo educativo ela encontra-se, também, no cerne de uma contradição. Se considerarmos que o pensamento se torna interessante e estimulante, quando começamos a estabelecer ligações, a energia, sendo exemplar a esse respeito, tem um valor educativo importante - através dela, no século XIX, uniram-se diferentes mundos (fisico, químico e biológico) culminando mais tarde com a união do mundo em geral; uniu-se o novo e o velho; uniu-se o natural e o artificial. Por tudo isto, encontramos no conceito de energia uma grande variedade de elementos que nos permitem, com sucesso, cultivar o gosto pelas ideias e colocar em cena o poder e os limites do conhecimento científico. Ora, como resultado de alguma investigação, no âmbito da Didáctica, têm emergido propostas de ensino-aprendizagem que apontam para um decréscimo da importância curricular deste conceito, dadas as dificuldades cognitivas associadas a sua aprendizagem. Foi através desta tensão inicial que se desenvolveu a nossa problemática. Resolvemos esta contradição introduzindo a ideia de ritmo educativo (Whitehead). Encarar o gesto educativo com base numa ideia de ritmo parece-nos uma ideia unificadora importante e estimulante. Trata-se do ritmo criado pela passagem por tês fases de qualquer gesto educativo: "o romance", "a precisão e "a generalização" (sendo esta última uma forma de romance enriquecida pela precisão). O "romance" e a "generalização" vivem da produção de sentidos, das emoções estéticas derivadas das ligações que estabelecem. Estes dois aspectos do ritmo - geralmente ausentes no ensino-aprendizagem das ciências - encontramo-los, hoje, nas novas teorias sobre educação científica, quando se apela a introdução da narrativa no ensino das ciências (Bruner). Esta investigação pretende mostrar como a construção histórica é um bom caminho para a produção de narrativas pertinentes para a compreensão dos problemas em questão, e estimulantes para o desenvolvimento da ligação ao conhecimento. Produzir alguns elementos que possam contribuir para um ensino da Física verdadeiramente educativo, foi um objectivo importante deste trabalho de investigação. Assim, a exploração de textos históricos e de textos de historiadores da ciência esteve na base da prossecução do nosso objectivo. A investigação histórica que desenvolvemos teve, também, o objectivo de nos ajudar a avaliar alguns pontos de partida dos investigadores no âmbito da Didáctica da Física, através do enquadramento dessas ideias que, por vezes, adquirem uma forma dogmática.

Descrição

Tese de doutoramento em Ciêncas da Educação, área da Teoria Curricular e Ensino das Ciências

Palavras-chave

Energia Construção histórica Crítica Ritmo educativo Conservação Degradação

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

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Fascículo

Editora

Universidade Nova de Lisboa: Faculdade de Ciências e Tecnologia

Licença CC