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Orientador(es)
Resumo(s)
O objecto da presente dissertação é o estudo da evolução histórica dos modelos e dos paradigmas
que enformaram a estatuária e a monumentalidade escultórica em Portugal, ao longo de um
período delimitado pela Exposição 15 Anos de Obras Públicas, realizada em 1948, no IST, e a
Expo’98, realizada em 1998, no actual Parque das Nações, definindo um itinerário entre duas
concepções absolutamente distintas de entender o lugar e o papel da obra de arte, na sua vertente
pública. Um itinerário que parte do entendimento das artes como décor das obras públicas, para o
das artes como leit-motiv da requalificação dos espaços públicos.
Ou, simplificando, o itinerário do paradigma das obras públicas para o paradigma da arte pública.
Visando, pois, uma temática complexa, importa referir que o presente estudo se concebe na continuidade
de uma investigação de Mestrado sobre a escultura pública do Porto, cuja dissertação
está publicada como documento electrónico, num site da Universidade de Barcelona.1
Compelido, por isso, a cruzar noções e métodos que procedem de outras disciplinas, o presente
estudo é tributário de diferentes inputs que concorrem com as suas “luzes” para iluminar um esforço,
cujo enfoque se centra na indagação do sentido histórico manifestado pelos factos e pelos
fenómenos apurados pela pesquisa.
Esta abertura transdisciplinar e este enfoque programático justificam-se, se é que não se impõem,
em virtude de nas duas últimas décadas se ter assistido, em Portugal, a um salutar boom da investigação
em História da Arte, não tendo escapado a essa tendência a defesa de cerca de uma dezena
de teses de mestrado e de doutoramento que têm no domínio do estudo da escultura moderna
e contemporânea o seu tema, conforme se documenta com a bibliografia que juntamos.
Mas não é somente no campo das publicações académico-científicas que o estudo da escultura
moderna e contemporânea tem avançado, já que hoje se tem acesso a um bom punhado de publicações
monográficas de alguns dos principais autores contemporâneos, se organizam exposições
retrospectivas, se inicia a catalogação de espólios de outros, se abrem museus e casas-museu onde
a obra de muitos se encontra guardada, começa a ser inventariada e estudada, se publicam dicionários,
se promovem encontros e workshops, se editam roteiros, e enfim se inicia a inventariação
on-line de algumas colecções públicas.
Descrição
Palavras-chave
Exposição 15 Anos de Obras Públicas Expo 98 História da arte Estatuária Escultura Monumentos públicos
