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(Ciências da) Educação no Brasil e em Portugal: Autonomização dos espaços acadêmicos específicos

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Esta investigação, situada na Sociologia da Educação e centrada no rol de pesquisas sobre o campo acadêmico, procura constituir-se em mais um veículo de análises em torno do domínio da Educação. Para tanto, Brasil e Portugal são os países que conferem materialidade ao nosso objetivo central de compreender os processos de autonomização que levaram à constituição e consolidação de um espaço específico de desenvolvimento da área disciplinar da Educação no interior do universo acadêmico de cada país, tendo em vista as condições sociais que os possibilitaram. No plano teórico e conceitual, buscou-se realizar uma análise bourdieusiana com base na noção de campo social. No sentido da operacionalização desta noção, a tomamos como uma espécie de hipótese e nos ocupamos com a construção do objeto: a própria Educação enquanto espaço acadêmico específico. Isto significou o esforço intelectual de ultrapassar as pré-noções e julgamentos em torno da área da Educação e desenvolver um quadro interpretativo capaz de apreender os movimentos sociais, políticos, educacionais e acadêmicos que foram decisivos para a construção da sua autonomia relativa. Neste caso, objetivar o espaço acadêmico específico da Educação, no Brasil e em Portugal demandou ir além do debate já clássico sobre a cientificidade (ou não) deste domínio, e olhar para o seu desenvolvimento de modo situado no cenário mais amplo do próprio desenvolvimento do ensino superior, da ciência e do campo acadêmico dos países em questão. O aparato metodológico selecionado para nortear nosso percurso investigativo ancora-se na Sociologia Compreensiva e na combinação entre as abordagens qualitativa e quantitativa, ou mixed methods. O desenho da investigação contou com as etapas de: revisão de literatura; recolha e tratamento de dados secundários (com destaque para os dados relativos aos cursos e programas de mestrado e doutorado da área da Educação e demais espaços próprios de produção e difusão de conhecimento); produção e tratamento de dados primários via pesquisa de campo (por meio de entrevistas com pesquisadores e questionário online com estudantes de doutorado); análises do conjunto de dados. Este quadro teórico-metodológico permitiu a construção de três eixos de trabalho e análise, nomeadamente: sócio-histórico, institucional e relativo aos agentes. Somente a correlação entre estes eixos, nos contextos brasileiro e português, permite compreender a complexidade e interdependência que estão na base das condições sociais de possibilidade dos processos de autonomização da Educação e na consequente construção de seu espaço acadêmico específico. Momentos históricos, regimes políticos, políticas públicas, desenvolvimento do ensino superior e da ciência, diálogo e hierarquias entre áreas do conhecimento, formação de produtores e consumidores são exemplos de questões que emergem do exercício analítico destes eixos e que acabam por revelar as potencialidades e constrangimentos que aliam-se ao curso de determinado campo acadêmico.

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Educação Campo académico Espaço académico específico Brasil Portugal

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