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FCSH: IFILNOVA - Livros nacionais

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  • Três discursos sobre Eros
    Publication . Constâncio, João; Departamento de Filosofia (DEF); Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    "Três Discursos sobre Eros" é uma meditação sobre o diálogo "Fedro", de Platão, e especialmente sobre o modo como nele se pensa a dupla natureza de eros: este é uma forma de “loucura” — um desejo de posse e um perder‑se num mundo de ilusão —, mas é também “divino”, uma experiência da beleza que desperta a alma para a interrogação da verdade. O fio dessa meditação é dado pela discussão da relação entre filosofia e poesia, do carácter poético‑literário do texto platónico e da origem das imagens platónicas de eros nos poemas de Safo e em toda a tradição poética dos gregos. Esse fio leva também à reflexão sobre múltiplos ecos das questões platónicas em autores como Nietzsche e Proust e, acima de tudo, sobre a interpretação do "Fedro" nas obras de Hegel, Heidegger e Thomas Mann. Desta forma, o livro faz pensar no eros platónico como uma experiência surpreendentemente moderna de subjectivização e autenticidade — mas, ao mesmo tempo, como uma experiência da beleza e da verdade que devemos questionar se não estará irremediavelmente perdida para nós. "Três Discursos sobre Eros: Meditação sobre o Fedro de Platão", de João Constâncio, é uma das obras que integram a coleção de livros “Ensaio Aberto”, resultado da parceria entre a NOVA FCSH e a PUC-Rio.
  • Paz
    Publication . Marques, António; Departamento de Filosofia (DEF); Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    O presente ensaio é uma reflexão filosófica sobre a paz enquanto valor irredutível e permanente. Trata-se de uma investigação que não pretende ser meramente linear e historicista: optou-se antes pela apresentação de uma genealogia do conceito de paz, no sentido de sublinhar as semelhanças e diferenças que ostentam alguns membros de uma mesma família. Daí que esse caminho de reconstrução histórica comece pela análise das soluções racionais para o problema da paz elaboradas pelos principais filósofos da modernidade europeia dos séculos XVII e XVIII e, tomando depois a teoria kantiana da paz definitiva como epicentro desse desenho, se chegue às propostas de autores contemporâneos como Habermas, Rawls, Arendt e Derrida.
  • Soberania Popular
    Publication . Aurélio, Diogo Pires; Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI); Departamento de Filosofia (DEF); Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    Analisaremos quer a soberania, quer o povo, na relação ambígua que ambos mantêm com as noções de tempo e de vontade, e bem assim a forma como essa ambiguidade, que lhes é imanente, renasce em cada uma das suas configurações políticas.
  • Justiça
    Publication . Santos Campos, André; Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    O que é a justiça? O presente ensaio apresenta um panorama sumário das mais influentes abordagens filosóficas à justiça, privilegiando as predominantes no estado da arte no primeiro quartel do século XXI e a relevância, para quem tenciona entrar pela primeira vez nos estudos filosóficos sobre o tema, da arrumação (sobretudo, teórica e conceptual) do que se tem falado sobre justiça em filosofia política, moral e do direito.
  • Igualdade
    Publication . Cass, Devon; Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    O que significa para uma sociedade ser igualitária? A igualdade é amplamente reconhecida como valiosa, seja por cidadãos, políticos, juristas ou filósofos. Ademais, a ideia de igualdade desempenha um papel de grande relevância em muitos movimentos sociais do passado e do presente. O presente ensaio examina estas questões e apresenta um panorama sumário das mais centrais e influentes abordagens filosóficas à igualdade no quadro de diferentes teorias da justiça, concentrando-se, em particular, na ideia de justiça baseada na igualdade de relações sociais.
  • Liberdade
    Publication . Queiroz, Regina; Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    Este ensaio propõe-se considerar um dos conceitos mais intrincados, contestáveis e complexos da história do pensamento humano. Tal consideração implica discutir os principais momentos dessa história. Desenvolvido sob a égide da permissão jurídico-política da escravatura na Antiguidade Clássica e na Idade Média, o conceito de liberdade foi pensado historicamente como responsabilidade, ócio elivre-arbítrio. Desde a época moderna, vigora a conceção da liberdade como não-interferência, embora essa noção tenha sido contestada ou complementada com outras conceções, como a autorrealização e a não-dominação. Além disso, alguns fenómenos contemporâneos, como a crescente importância da inteligência artificial, desafiam a própria ideia de liberdade enquanto princípio de ordenação das sociedades.
  • Expectatio
    Publication . Branco, Maria João Mayer; Departamento de Filosofia (DEF); Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    Proponho que nos detenhamos frente à Virgem da Expectação atribuída a Mestre Pero e tentemos o exercício a que, na nossa tradição, se chamou filosófico. Proponho que nos coloquemos diante desta obra com um olhar tão virgem quanto a Virgem: como se fosse a primeira vez, e nada soubéssemos ainda a seu respeito, e o sentido que habitualmente lhe atribuímos não escondesse o problema que ela nos dá a pensar. Acontece que, nesta obra, nada parece problemático. Tudo nela é suave, as linhas deslizam sem atrito, desde o cair dos cabelos às pregas do vestido, à mão que repousa docemente sobre o ventre ou à ligeira inclinação da cabeça. Exceptuando a mão direita amputada, tudo aparece sem ângulos, toda ela é redonda, a começar, evidentemente, pela maravilhosa proeminência do ventre da Senhora […]. É uma imagem da suavitas, e até o peso da gravidez nos aparece de tal modo que nele vemos o seu contrário — vemos, ou podemos ver, a graça, quer dizer, a chegada do alívio que vem tornar o mundo mais leve, libertá-lo das suas penas, justificar as nossas dores, dar, por fim, um sentido ao que nos faz questionar, sofrer, duvidar.
  • Memento Mori
    Publication . Caeiro, António de Castro; Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA); Departamento de Filosofia (DEF)
    Nenhum instante, por mais breve que seja, volta para trás. A imagem da ampulheta, mesmo que congelada e fixa no quadro e cristalizada pelo olhar da pintura, é dinâmica. É precisamente isso que está aqui em causa na expressão do memento mori. “Lembra-te de que estás a morrer.” O complemento direto é o infinitivo do verbo depoente. O presente do infinitivo do verbo depoente é “estás a morrer”, “lembra-te de que estás a morrer”. Eu não estou a morrer só quando me lembro disso. Eu estou continuamente a morrer. E é justamente isso que aqui está de alguma forma em causa. E o que se pensa — e isto é uma forma estratégica muito antiga — é que ao olhar a morte, ao pensar uma representação da morte, há uma convocação, há o conjuramento de uma possibilidade aparentemente adormecida. É isto o que acontece na nossa vida: todos nós sabemos que vamos morrer. Estatisticamente, até agora, toda a gente tem morrido, mas pode ser que a morte se esqueça de mim, que eu possa continuar para sempre. É essa lembrança contínua, absolutamente adormecida, de que um dia vou morrer a mensagem do quadro. Embora, ao olhar o quadro, possamos continuar adormecidos. Vamos morrer um dia, sim, mas para já não.
  • Sobre o Absurdo
    Publication . Constâncio, João; Departamento de Filosofia (DEF); Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    Sentarmo-nos frente às Tentações de Santo Antão no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa tende a gerar em nós a sensação de nos encontrarmos numa terra desconhecida. Comecemos por perguntar se o estudo dos seus principais temas religiosos pode fazer desaparecer esta impressão. Quando o tríptico está fechado, vemos os dois painéis exteriores: o da esquerda representa a prisão de Cristo; o da direita, o caminho do calvário, o «porte da cruz». Em ambos, impressiona a maldade dos homens — as suas ações violentas, as suas caras carregadas de cólera e orgulho, nalguns casos de luxúria e gula, imagens exemplares dos pecados mortais. Mesmo não comungando da fé cristã, compreendemos o que significa, para ela, a culpa que a humanidade carrega consigo por ter pecado contra o Cristo e repelido com ingratidão a graça de Deus. Quando o tríptico está aberto, vemos as tentações de Santo Antão em três painéis, e de facto em todos eles o essencial está, afinal, longe de nos ser estranho.
  • Cinema e Filosofia
    Publication . Castello Branco, Patrícia; Viegas, Susana; Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA)
    Nas últimas décadas, o cinema consolidou-se como um campo fértil para a reflexão filosófica, permitindo uma exploração profunda de conceitos e ideias através da sua linguagem única, num diálogo que proporciona diversos encontros e perspetivas. Os ensaios presentes nesta obra abrangem temáticas que vão desde a ecologia e a experiência sensorial não-humana, passando pela dimensão virtual e onírica do cinema, até à análise da representação e da realidade nas imagens em movimento. Cada texto procura problematizar e compreender o cinema não apenas como uma forma de arte, mas como um meio de pensamento. Contribuíram para esta coletânea diversos investigadores que desenvolvem o seu trabalho no CineLab, um espaço pioneiro de reflexão filosófica sobre cinema e filosofia, sediado no Instituto de Filosofia da Universidade NOVA de Lisboa.