| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 146.6 KB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Alberti atribui a invenção da pintura a Narciso; e, por via do mito antigo, estabelece uma analogia entre a pintura (flor de todas as artes) e a superfície de água cristalina parada (espelho natural). Embora sejam ambas impalpáveis, a imagem pintada confere permanência ao reflexo aquático, fugaz. Componente de diversos materiais da pintura, a água é um meio privilegiado da aguarela, favorecendo com a diluição, as passagens, osmoses e fusões entre as formas e o esboroamento de matérias. Nas propostas artísticas contemporâneas aqui abordadas, a água (nos seus vários estados físicos; pura ou poluída) está, sobretudo, presente como realidade efectiva (matéria, suporte, médium, meio de imersão, lugar específico, força motriz passível de ser controlada, canalizada e armazenada). O foco de incidência dessas propostas é variável: ora visa as propriedades físicas da água ou a sua transformação – implicando (ou não) uma dimensão ecológica (recuperação e reutilização) – ora explora as potencialidades metafóricas desse elemento móvel, vivo e fluido, implicando (ou não) uma dimensão política.
Descrição
UID/ELT/00657/2013
Palavras-chave
Arte contemporânea Crise Ambiental Reabilitação cultural e ecológica Prática tradicional Comunidade
