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Orientador(es)
Resumo(s)
Chamei aos estúdios de dança e aos jogos neles praticados: «máquinas de pensamento coreográfico» e fui aferir da produção de pensamento coreográfico com quatro artistas. Colocámo-nos numa relação diferente da que tínhamos anteriormente (eles orientadores-investigadores em oficinas coreográficas e eu aluna-investigadora, coreógrafa, bailarina, mas também espectadora). Continuei a frequentar as suas
propostas de investigação, assumi-me como testemunha e cúmplice desses processos, e
finalmente tomei o papel da escrita, de um registo que não pretende reportar o «real», mas sim estar à altura do pensamento produzido e que se revelou importante na relação com as minhas próprias inquietações. A saber, das relações que o estúdio, o espelho e as câmaras estabelecem com o pensamento contemporâneo, em particular com o pensamento coreográfico; da passagem da dissolução à forma, e vice-versa, num dispositivo que envolve vários processos, níveis de atenção, de intensidade, de
velocidade, de perspectiva. Estratos que se vão organizando em com-posições de
relações de várias ordens. Considerei a ética de trabalho desenvolvida nalguns processos
de pesquisa, uma «ginástica» do pensamento crítico e um reconhecimento do «político»
- tal como é enunciado por André Lepecki em Coreopolítica e Coreopolícia (2011) –
posto em «pensacção» dentro dos estúdios e levado, enquanto «arte» da atenção, para
fora deles.
Descrição
Palavras-chave
Pensamento Coreográfico Pesquisa em Dança Contemporânea Casa-Espelho Estúdio, Dançar-Pensar Lisa Nelson Mark Tompkins Olga Mesa João Fiadeiro
