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Para uma auto-etnografia dos estados de vulnerabilidade

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Resumo(s)

A antropologia é uma ciência humana, como tal, é uma ciência viva, cujo manancial metodológico deve ajustar-­‐se à  mudança histórica. Este ajustamento constitui tanto um risco como uma vantagem. Um risco porque  prende  a antropologia a um  estatuto científico  em constante desequilíbrio, uma vez que a cristalização metodológica é um critério tradicional de atribuição de reconhecimento às disciplinas científicas. Porém, uma vantagem, porque tal ajustamento é sinal inequívoco da procura incessante de rigor. Um exemplo desta procura é o uso da autoetnografia em situações de difícil apreensão a  partir do exterior do sujeito, como é o caso das situações de vulnerabilidade. Neste artigo ensaia-­‐se o uso da autoetnografia na descrição e na  análise dos comportamentos de procura de ajuda face a uma situação de disfunção da tiróide. A utilização deste método no estudo dos comportamentos de ajuda poderá  contribuir para a realização de uma efetiva medicina narrativa.  

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Palavras-chave

Autoetnografia Procura de ajuda em saúde Vulnerabilidade Discursividade

Contexto Educativo

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Ludomedia

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