Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/20252
Título: O género como espartilho: moda e feminismo(s)
Autor: Duarte, Cristina Maria Leitão
Orientador: Lisboa, Manuel
Palavras-chave: moda
fashion
género
gender
espartilho
corset
mulheres
women
gerações
generations
representação de si
representation of self
corpo
body
identidade
identity
feminismos
feminisms
Data de Defesa: 28-Out-2016
Resumo: Esta investigação propõe um triângulo teórico e empírico entre moda, feminismo(s), e género. Numa das primeiras utilizações da palavra como conceito sociológico que é feita por Ann Oakley1 em 1972, ela descrevia o género como sendo uma matéria de cultura, referindo-se à classificação social em masculino e feminino. Enquanto construção em relação ao outro (sexo), o conceito de género é indispensável à compreensão de todos os domínios da vida social, tendo ao mesmo tempo a sua própria história. Se há normas para o género, a moda não imporá uma delas, medida da sua própria medida, como um espartilho? Como é que o fenómeno social da moda reflecte e/ou contribui para a construção de género, ao mesmo tempo que concorre para a desconstrução do «eu»? Qual é afinal a função da moda no desempenho de género? Várias linhas de pensamento concorrem para a investigação de uma realidade que é múltipla: porque vestem as mulheres como vestem, diferença e repetição; valorização da memória oral das mulheres, histórias pessoais e comparação da experiência de vida, reflexividade e pensamento; percepção da pluralidade e dos vários quotidianos do corpo; identidade e (re)configuração dos papéis sociais das mulheres no dualismo privado/público; consumo, e gosto. A moda como fenómeno social (total) é o nosso laboratório sociológico, onde se ensaiam os géneros, através de uma ritualização (feminilidade/ masculinidade) da apresentação de si, que vai atravessando idades de vida, gerações, e lugares. Enfim, partimos à descoberta de algo novo sobre nós, unidades humanas, actores e actrizes sociais, a quem desde o nascimento, ou mesmo antes dele, é atribuído um primeiro papel, o de género.
This research proposes a theoretical and empirical triangle between fashion, feminism, and gender. In one of the first uses of the word as a sociological concept that is made by Ann Oakley in 1972, she described gender as being a matter of culture, referring to masculine and feminine social classification. While construction in relation to another (sex), the concept of gender is essential to the understanding of all areas of social life, whilst its own history. If there are standards for gender, fashion doesn't impose one of them, as their own measure, like a corset? How does the social phenomenon of fashion reflects and/or contributes to the construction of gender, while competing for the deconstruction of self? What is the function of fashion in the gender as performance? Various schools of thought are competing for the investigation of a reality that is multiple: why women wear like they do, difference and repetition; enhancement of oral memory of women, personal stories and life experience comparison, reflexivity and thought; perception of plurality and of various everyday of the body; identity and (re)configuration of the social roles of women in the private/public dichotomy; consumption, and taste. The fashion as (total) social phenomenon is our sociological laboratory, where everybody practice gender, through a ritualized fashion (of femininity/masculinity) presentation of self, that goes across ages of life, generations, and places. Anyway, we leave to the discovery of something new about us, human units, social actors and actresses, who from birth, or even before it, is assigned the first role of gender.
Descrição: Anexos para consulta na Biblioteca - TCD 3953
URI: http://hdl.handle.net/10362/20252
Designação: Doutoramento em Sociologia, especialidade Sociologia da Cultura, do Conhecimento e da Educação
Aparece nas colecções:FCSH: DS - Teses de Doutoramento

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