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Classificação e Benchmarking de Sistemas de Recolha de Resíduos Urbanos

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Resumo(s)

A recolha de resíduos é um serviço municipal muito visível que envolve problemas operacionais difíceis e custos avultados, nomeadamente de investimento, operacionais (combustível, manutenção) e ambientais (emissões e ruído), desempenhando um papel central na gestão de resíduos, mas muitas vezes subestimado. Os sistemas de recolha de resíduos estão implementados em todo o mundo, constituindo uma componente relevante do sistema de gestão integrada de resíduos, e têm sofrido uma enorme evolução tecnológica, mas foram classificados de uma forma desorganizada e diversa, tornando o conhecimento e actualização sobre o seu desenvolvimento difícil. A falta de uma definição comum na caracterização e avaliação do desempenho dos sistemas de recolha tem complicado o seu desenvolvimento e análise nos diferentes campos de pesquisa científica - nos avanços tecnológicos, optimização e avaliação de custos, impactos ambientais, cumprimento de normas legais e comportamento dos utentes, entre outros. As classificações dos sistemas de recolha revistas apresentam lacunas na inclusão das características chave para caracterizar os sistemas numa perspectiva tecnológica e o desempenho destes sistemas é avaliado por diferentes autores que utilizam indicadores relacionados com aspectos económicos e ambientais, sendo omissos os aspectos tecnológicos dos contentores e viaturas. Considerando esta lacuna de conhecimento, o objectivo principal da tese foi desenvolver um modelo de classificação e benchmarking de sistemas de recolha, que constituisse uma ferramenta de apoio à decisão simples de usar, para técnicos e gestores do serviço de recolha. Este projecto de investigação começou por desenvolver uma taxonomia inovadora para a classificação de sistemas de recolha, baseada na dicotomia de contentores e viaturas e sua interacção com as infraestruturas da cidade e utentes. Os elementos-chave de diferenciação destas duas componentes dos sistemas - contentores e viaturas, baseiam-se nos seus dispositivos e tecnologia, especificando quais e como são compatíveis, o que permite a classificação do método de recolha e finalmente do sistema. Baseando-se na simples observação visual dos equipamentos, a proposta apresentada classifica os sistemas de recolha através de dois diagramas “em árvore”, um para contentores e outro para viaturas, e um diagrama final dedicado à classificação do método de recolha de sistemas. A proposta de classificação foi complementada pela definição e descrição de “equipamentos-tipo”, para exemplificar todas as características utilizadas na taxonomia, e foi testada nos três municípios de área da Grande Lisboa que defeniram a área de estudo (Lisboa, Sintra e Cascais). Em conjunto com a taxonomia, foram desenvolvidos indicadores operacionais e financeiros para caracterizar os sistemas de recolha, divididos em dois grupos: indicadores de equipamentos, relacionados exclusivamente com as suas especificações técnicas, e portanto universais; e os indicadores de serviço, que dependem das especificidades locais da área de serviço. Esses indicadores foram testados nos 25 sistemas de recolha selectiva de resíduos de embalagens que operam na área de estudo. A metodologia utilizada para caracterizar e avaliar estes sistemas baseou-se na recolha de dados de fabricantes e fornecedores, em medições no terreno e nas campanhas de pesagens de recipientes e monitorização de circuitos de recolha, para todos os sistemas e três fluxos de residuos de recolha selectiva. Os resultados indicam que as características taxonómicas chave e indicadores definidos são capazes de suportar o planeamento de sistemas de recolha e fornecer dados de benchmarking que podem inovar a concepção de contentores e viaturas por parte dos fabricantes. Os resultados dos indicadores constituem uma ferramenta de apoio à decisão, indicando as melhores (e piores) soluções para cada objectivo específico. Os valores obtidos, sendo específicos de cada tipo de equipamento e fluxo de resíduo, não estão disponíveis na bibliografia, e constituem dados base fundamentais no dimensionamento, planeamento e optimização do serviço. O caso de estudo ilustra que nenhum sistema de recolha de resíduos tem melhor desempenho em todos os indicadores, no entanto, os técnicos e gestores de serviços de recolha de RU podem usar o modelo de classificação e benchmarking proposto para selecionar uma solução de compromisso entre as diferentes opções, por exemplo em termos de acessibilidade, área ocupada, capacidade de armazenamento, desempenho operacional (baixo em volume e/ou peso por unidade de tempo) e custo, assim como estabelecer diferentes metas de optimização ou seleccionar a melhor opção técnica compatível com os equipamentos existentes numa dada área a servir. O modelo pode ser utilizado por especialistas de vários campos científicos, técnicos e gestores, aumentando o conhecimento dos sistemas e definindo direções para trabalhos de investigação futuros.

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Palavras-chave

Resíduos urbanos Sistemas de recolha de resíduos Contentores Viaturas Classificação taxonomica Indicadores de benchmarking e desempenho operacional e financeiro

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