| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 283.63 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The term arcanum derives from Latin and means "secret". It is the most accurate term
to describe personal batch books where glassmakers documented their compositions and
experiments, without particular concern for presentation or legibility. These documents
accompanied their authors throughout their professional careers, containing empirical know-
ledge, trade secrets, and competitive advantages.
Glass production in Portugal from the eighteenth to the twentieth century remains a
field with many unexplored questions. Studying primary sources from this period—the
arcana—offers significant advantages. These records not only confirm what was produced
in Portugal during this time but also provide insight into the raw materials used, their
origins, and the commercial exchanges involved in the glass industry.
The aim of this thesis is to reproduce glass recipes in three colours—amber, blue, and
green—found in the four known Portuguese arcana: from Marinha Grande Factory, the
glassmakers Castro and Oliveira Guerra, the Gaivotas Factory, and the Northern Portuguese
Glass Centre Factory. Beyond the reproduction and validation of the arcana as cultural
heritage, the glass samples were chemically, thermally, and mechanically characterised
to create a database of compositions produced in Portugal between the eighteenth and
twentieth centuries. Until now, knowledge of this chronology has been scarce, as the few
existing studies focus on specific case studies, with no comprehensive research covering
national glass production as a whole.
One of the main conclusions of this thesis is that glass production in Portugal might have
been aligned with developments in the rest of Europe. New materials emerging in the
industry were incorporated, and objects and compositions were produced with the same
technical complexity as those from major European glassmaking centres. The database of
reproduced and characterised recipes developed in this study will enable future comparisons
with historical objects in national museums, allowing for their accurate provenance and
dating. This contributes to the previously proposed hypothesis that Portugal produced
high-quality glass.
Arcano deriva do latim e significa "segredo". É o termo mais correto para nos referirmos aos cadernos de receitas de uso pessoal, onde eram normalmente registadas as composições e experiências de um vidreiro, sem que houvesse uma preocupação com a apresentação ou a legibilidade do documento. Este objeto acompanhava o autor ao longo da sua carreira profissional, contendo todo o conhecimento empírico, segredos e vantagens de mercado de um determinado vidreiro. Tendo em conta que a produção vidreira do século XVIII ao XX permanece repleta de questões e assuntos por explorar até aos dias de hoje, o estudo das fontes primárias da época — os arcanos — oferece uma grande vantagem. Este estudo permite não só confirmar o que era produzido em Portugal durante este período, como também compreender que matérias-primas terão sido utilizadas, de onde provinham e que trocas comerciais estavam envolvidas nesta indústria. O objetivo desta tese é, assim, reproduzir receitas de vidro de três cores — ambar, azul e verde — existentes nos quatro arcanos portugueses que se conhecem em Portugal: a Fábrica da Marinha Grande, vidreiros Castro e Oliveira Guerra, a Fábrica de Vidro Gaivotas e a Fábrica do Centro Vidreiro Norte de Portugal. A par da reprodução e validação do arcano enquanto património, os vidros foram caracterizados quimicamente, termicamente e mecanicamente, de modo a criar uma base de dados de composições produzidas em Portugal entre os séculos XVIII e XX. Até agora, o conhecimento existente sobre esta cronologia era escasso, uma vez que os poucos estudos existentes são mais referentes a casos de estudo específicos, não havendo nenhum estudo geral que abrangesse toda a produção nacional. Uma das principais conclusões desta tese é que a produção de vidro em Portugal não estava de todo atrasada em relação ao resto da Europa, uma vez que eram utilizados os novos materiais que estavam a surgir na indústria e se conseguiam produzir objetos e composições com a mesma complexidade técnica que outros grandes centros de produção de vidro europeus. A base de dados de receitas reproduzidas e caracterizadas construída a partir deste estudo vem assim possibilitar a comparação futura com os objetos históricos presentes nos museus nacionais e a correta atribuição da sua proveniência e datação, contribuindo para a hipótese anteriormente avançada de que Portugal produzia vidro de elevada qualidade.
Arcano deriva do latim e significa "segredo". É o termo mais correto para nos referirmos aos cadernos de receitas de uso pessoal, onde eram normalmente registadas as composições e experiências de um vidreiro, sem que houvesse uma preocupação com a apresentação ou a legibilidade do documento. Este objeto acompanhava o autor ao longo da sua carreira profissional, contendo todo o conhecimento empírico, segredos e vantagens de mercado de um determinado vidreiro. Tendo em conta que a produção vidreira do século XVIII ao XX permanece repleta de questões e assuntos por explorar até aos dias de hoje, o estudo das fontes primárias da época — os arcanos — oferece uma grande vantagem. Este estudo permite não só confirmar o que era produzido em Portugal durante este período, como também compreender que matérias-primas terão sido utilizadas, de onde provinham e que trocas comerciais estavam envolvidas nesta indústria. O objetivo desta tese é, assim, reproduzir receitas de vidro de três cores — ambar, azul e verde — existentes nos quatro arcanos portugueses que se conhecem em Portugal: a Fábrica da Marinha Grande, vidreiros Castro e Oliveira Guerra, a Fábrica de Vidro Gaivotas e a Fábrica do Centro Vidreiro Norte de Portugal. A par da reprodução e validação do arcano enquanto património, os vidros foram caracterizados quimicamente, termicamente e mecanicamente, de modo a criar uma base de dados de composições produzidas em Portugal entre os séculos XVIII e XX. Até agora, o conhecimento existente sobre esta cronologia era escasso, uma vez que os poucos estudos existentes são mais referentes a casos de estudo específicos, não havendo nenhum estudo geral que abrangesse toda a produção nacional. Uma das principais conclusões desta tese é que a produção de vidro em Portugal não estava de todo atrasada em relação ao resto da Europa, uma vez que eram utilizados os novos materiais que estavam a surgir na indústria e se conseguiam produzir objetos e composições com a mesma complexidade técnica que outros grandes centros de produção de vidro europeus. A base de dados de receitas reproduzidas e caracterizadas construída a partir deste estudo vem assim possibilitar a comparação futura com os objetos históricos presentes nos museus nacionais e a correta atribuição da sua proveniência e datação, contribuindo para a hipótese anteriormente avançada de que Portugal produzia vidro de elevada qualidade.
Descrição
Palavras-chave
Arcanum Glass batch book Recipes reproduction 8th-20th centuries Materials characterisation
