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Resumo(s)
Este artigo analisa uma amostra de 138 fotografias (121 únicas e dezassete duplicados) da antiga colónia portuguesa de Timor, produzidas entre as décadas de 1890 e as vésperas da Primeira Guerra Mundial e conservadas no Centro Português de Fotografia, na Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian ou publicadas na imprensa (revistas ilustradas Occidente e Illustração Portugueza) ou como bilhetes postais ilustrados. Recorrendo a uma metodologia semiótica e de análise fotojornalística e combinando na análise imagens fotográficas com fontes textuais (debates parlamentares, relatórios militares, notícias da imprensa e opinião escrita de peritos em questões ultramarinas), este estudo mostra o modo como a fotografia representou Timor e como esta representação foi apresentada na metrópole. A amostra imagética indicia um interesse eminentemente etnográfico e antropológico por parte dos fotógrafos portugueses, que pretendia colmatar o fraco conhecimento dos decisores coloniais em Lisboa sobre aquela parte do império. Ainda assim, nota-se um esforço para tentar promover Timor como um possível destino de emigração através de fotografias que evidenciavam a domesticação e portugalização do território ou o potencial agrícola e mineral da colónia. Deste modo, este trabalho contribui para os debates historiográficos sobre o uso da fotografia como fonte primária e sobre o papel daquela tecnologia nas agendas imperiais das nações europeias em África e na Ásia
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Palavras-chave
SDG 10 - Reduced Inequalities
