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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
This thesis uses the multi-layered concept of degrowth to untangle relationships among
policy, power, and practice to realise the revolutionary potential of sustainability transitions.
Defined as the downscaling of production and consumption to reduce ecological footprints,
planned democratically in a way that is equitable while securing wellbeing, degrowth is
emerging as an alternative strategy for social-ecological transformation. But how can we
organise to achieve degrowth? The thesis consists of five papers that are grounded in a critical
realist approach to reflection, a social ecological economics approach to theory, and a praxis
approach to action. Paper I conducts a systematic mapping and thematic analysis of degrowth
policy proposals. The results identify 530 proposals (50 goals, 100 objectives, 380 instruments)
across 13 themes that make it the most exhaustive degrowth policy agenda to date. Building
upon the thematic synthesis, Paper II summarises the policy proposals of degrowth advocates
to better understand the relationship between policy ends (goals, objectives, targets) and
policy means (method, instruments, calibration). It emphasises the need for systems thinking
to navigate the scattered nature of these proposals. Paper III addresses theories of social
change by reviewing political ideologies common within degrowth – reformism, eco-
socialism, eco-marxism, eco-anarchism, eco-feminism – to determine the most effective
strategy to build a mass movement for degrowth. What follows is the proposal for Paulo
Freire’s ‘pedagogy of the oppressed’ to become the common theory of social change for the
degrowth movement because it provides a revolutionary humanist approach to social change
that emphasises class and positionality. Paper IV expands the critique of growth to the State
to unite the means and ends of degrowth transformation. This is because the means of
acquiring and exercising state power run contrary to the ends of degrowth: self-governing
societies based on decentralisation, workers’ control, and mutual aid. Finally, Paper V delves
into strategic orientations and tactical preferences of the degrowth movement through a
survey and statistical analysis. The results identify four clusters – systemic utopians,
antagonistic anarchists, ecological limitarians, environmental pragmatists – revealing how
different conceptualisations of degrowth affect attitudes towards implementing various
political strategies and direct action tactics. Altogether, the five papers suggest that degrowth
has evolved from a scientific concept to a social movement that consists primarily of organic
intellectuals who should consider the strategy of unarmed resistance to achieve degrowth.
Esta tese utiliza o conceito multifacetado de decrescimento para desvendar as relações entre política, poder e prática para concretizar o potencial revolucionário das transições sustentabilidade. Definido como a diminuição da produção e do consumo para reduzir pegadas ecológicas, planeado democraticamente de uma forma equitativa que assegure o bem-estar, o decrescimento está a emergir como uma estratégia alternativa para a transformação social-ecológica. Mas de que forma é que nos podemos organizar para alcançar o decrescimento? A tese é composta por cinco artigos que se fundamentam numa abordagem realista crítica à reflexão, numa abordagem de economia ecológica social à teoria e numa abordagem de práxis à ação. O Artigo I efetua um mapeamento sistemático e uma análise temática de propostas políticas de decrescimento. Os resultados identificam 530 propostas (50 metas, 100 objetivos, 380 instrumentos) em 13 temas que fazem deste estudo a agenda política do decrescimento mais exaustiva apresentada até hoje. Com base nesta síntese temática, o Artigo II resume as propostas políticas apresentadas por defensores do decrescimento de modo a permitir uma melhor compreensão da relação entre os fins da política (metas, objetivos, alvos) e os meios da política (método, instrumentos, calibração); salientando a necessidade de um pensamento sistémico para navegar a natureza dispersa destas propostas. O Artigo III aborda teorias de mudança social, revendo as ideologias políticas dentro do decrescimento – reformismo, eco-socialismo, eco-marxismo, eco-anarquismo, eco-feminismo – para determinar a estratégia mais eficaz para construir um movimento de massas para o decrescimento. Em seguida, é proposto que a ‘pedagogia do oprimido’ de Paulo Freire se torne a teoria comum de mudança social para o movimento do decrescimento, uma vez que fornece uma abordagem humanista revolucionária à mudança social que enfatiza a classe e a posicionalidade. O Artigo IV expande a crítica do crescimento ao Estado, de forma a unir os meios e os fins da transformação para o decrescimento, uma vez que os meios de aquisição e exercício do poder estatal são contrários aos fins do decrescimento: sociedades autónomas baseadas na descentralização, no controlo por parte dos trabalhadores e no apoio mútuo. Finalmente, o Artigo V investiga as orientações estratégicas e as preferências táticas do movimento do decrescimento através de um inquérito e de uma análise estatística. Os resultados identificam quatro grupos – utopistas sistémicos, anarquistas antagonistas, limitacionistas ecológicos, pragmáticos ambientais – revelando como diferentes conceptualizações do decrescimento afetam as atitudes em relação à implementação de várias estratégias políticas e táticas de ação direta. No seu conjunto, os cinco artigos sugerem que o decrescimento evoluiu de um conceito científico para um movimento social que consiste principalmente em intelectuais orgânicos que devem investigar se uma estratégia de resistência não armada é adequada para alcançar o decrescimento.
Esta tese utiliza o conceito multifacetado de decrescimento para desvendar as relações entre política, poder e prática para concretizar o potencial revolucionário das transições sustentabilidade. Definido como a diminuição da produção e do consumo para reduzir pegadas ecológicas, planeado democraticamente de uma forma equitativa que assegure o bem-estar, o decrescimento está a emergir como uma estratégia alternativa para a transformação social-ecológica. Mas de que forma é que nos podemos organizar para alcançar o decrescimento? A tese é composta por cinco artigos que se fundamentam numa abordagem realista crítica à reflexão, numa abordagem de economia ecológica social à teoria e numa abordagem de práxis à ação. O Artigo I efetua um mapeamento sistemático e uma análise temática de propostas políticas de decrescimento. Os resultados identificam 530 propostas (50 metas, 100 objetivos, 380 instrumentos) em 13 temas que fazem deste estudo a agenda política do decrescimento mais exaustiva apresentada até hoje. Com base nesta síntese temática, o Artigo II resume as propostas políticas apresentadas por defensores do decrescimento de modo a permitir uma melhor compreensão da relação entre os fins da política (metas, objetivos, alvos) e os meios da política (método, instrumentos, calibração); salientando a necessidade de um pensamento sistémico para navegar a natureza dispersa destas propostas. O Artigo III aborda teorias de mudança social, revendo as ideologias políticas dentro do decrescimento – reformismo, eco-socialismo, eco-marxismo, eco-anarquismo, eco-feminismo – para determinar a estratégia mais eficaz para construir um movimento de massas para o decrescimento. Em seguida, é proposto que a ‘pedagogia do oprimido’ de Paulo Freire se torne a teoria comum de mudança social para o movimento do decrescimento, uma vez que fornece uma abordagem humanista revolucionária à mudança social que enfatiza a classe e a posicionalidade. O Artigo IV expande a crítica do crescimento ao Estado, de forma a unir os meios e os fins da transformação para o decrescimento, uma vez que os meios de aquisição e exercício do poder estatal são contrários aos fins do decrescimento: sociedades autónomas baseadas na descentralização, no controlo por parte dos trabalhadores e no apoio mútuo. Finalmente, o Artigo V investiga as orientações estratégicas e as preferências táticas do movimento do decrescimento através de um inquérito e de uma análise estatística. Os resultados identificam quatro grupos – utopistas sistémicos, anarquistas antagonistas, limitacionistas ecológicos, pragmáticos ambientais – revelando como diferentes conceptualizações do decrescimento afetam as atitudes em relação à implementação de várias estratégias políticas e táticas de ação direta. No seu conjunto, os cinco artigos sugerem que o decrescimento evoluiu de um conceito científico para um movimento social que consiste principalmente em intelectuais orgânicos que devem investigar se uma estratégia de resistência não armada é adequada para alcançar o decrescimento.
Descrição
Palavras-chave
degrowth post-growth political ideologies political strategy power relations public policy
