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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Current policy pathways to carbon neutrality by 2050 are founded on ideals of a just transition
which addresses the inequities inherent to existing energy systems. One such injustice is energy
poverty, generally understood as a lack of sufficient access to energy services. Mitigating
energy poverty has thus been integrated into broader carbon neutrality goals, where greater
energy efficiency and the decarbonisation of the energy supply through the uptake of
renewables are essential tools for tackling both energy poverty and for the reduction of
greenhouse gas emissions. Despite this, due to instances of extreme energy restriction and
shifts in energy needs driven by climate change, uniform decreases in energy consumption are
not always synergistic with the mitigation of energy poverty. Thus, synergies and trade-offs
arise between the overarching agenda of tackling climate change, one of the central tools
employed to mitigate it (the energy transition) and efforts to alleviate energy poverty.
Assuming the label "competing agendas", this thesis explores the synergies, trade-offs and
dynamic factors at play across the agendas of climate change, the energy transition and energy
poverty.
To explore the "competing agendas", two case studies are drawn upon the United Kingdom,
which has a significant policy history with "fuel poverty", and Portugal, which presents high
rates of renewable energy integration but is in the early phases of political engagement with
energy poverty. An analysis of the UK policy context is provided. This policy background reveals
the pros and cons of different energy poverty policy strategies in a setting which has been
undertaking a tighter integration of energy efficiency and fuel poverty policies for some time.
Themes of policy devolution and differences in the definitions and diagnoses of energy poverty
are informative for the developing European context, where, ultimately, the policy approach
taken affects who benefits and how from mitigatory policies.
The UK policy setting is used as a foreground for a deeper exploration of the Portuguese case.
The interlinkages of the three agendas in Portuguese policy are explored through a set of
qualitative techniques. These techniques included policy analysis, thematic analysis of
qualitative interviews and a Participatory Systems Mapping process. The combined results of
these activities highlighted areas of stakeholder agreement and discord, where stakeholders
generally felt the agendas should be treated holistically, presented divergent views regarding
citizen agency and a lack of consensus on whether energy consumption would need to increase to mitigate energy poverty in Portugal. These areas of stakeholder discord are key future
themes for the Portuguese decarbonisation strategy, where greater consensus fosters
increased policy acceptance.
The final chapter of the thesis reflects on the interlinkages of the climate change, energy
transition and energy poverty agendas explored throughout the thesis, coming to the
conclusion that these agendas are inherently connected and should be tackled holistically. This
holistic approach must, however, account for the trade-offs occurring across the agendas. To
this end, a means of articulating and prioritizing the "agenda conflicts" is presented. The thesis
closes with a call for deeper explorations of citizen will and agency and tighter integration of
the energy and social policy domains to promote inclusive policy solutions.
A trajetória até à neutralidade carbónica em 2050 está assente numa "transição justa" que permita reduzir as desigualdades existentes associadas ao sistema energético. A pobreza energética surge como uma destas injustiças, associada à falta de acesso aos serviços essenciais de energia. O combate à pobreza energética integra os objetivos de neutralidade carbónica, já que a eficiência energética e a descarbonização do sistema energético através da integração de energias renováveis são ferramentas essenciais para dar resposta aos desafios simultaneamente da pobreza energética e da redução das emissões de gases de efeito de estufa. Apesar desta clara ligação, as restrições indiferenciadas ao consumo de energia para dar resposta às alterações climáticas, nem sempre são compatíveis com as exigências à redução da pobreza energética. Diferentes sinergias ou trade-offs podem emergir entre as agendas políticas das alterações climáticas, uma das ferramentas centrais na sua mitigação (a transição energética) e os esforços para mitigar a pobreza energética. Esta tese, consideram "agendas competidoras" explora as vantagens, desvantagens e fatores dinâmicos entre as diferentes políticas de combate à alterações climáticas, à pobreza energética e apoio à transição energética. Para analisar as “agendas competidoras" foram usados dois casos de estudo, o Reino Unido, com uma história política substancial no que respeita ao combate à pobreza energética e Portugal, que apresenta elevada integração de fontes de energia renovável, mas que relativamente às políticas de pobreza energética, está ainda numa fase inicial. O caso estudo do Reino Unido revela as vantagens e desvantagens das políticas da pobreza energética na prática, e em particular de abordagens políticas que cruzam metas da eficiência energética com as da pobreza energética. Diferenças entre definições e diagnósticos da pobreza energética no contexto descentralizado do Reino Unido é informativo para o contexto europeu, onde as políticas da pobreza energética estão numa faze de desenvolvimento. A exploração das políticas no Reino Unido também exemplifica como as políticas podem afetar quem beneficia e como dos esforços mitigatórios. O contexto do Reino Unido é utilizado como destaque para uma exploração mais profunda do caso português. As conexões das agendas na política portuguesa são exploradas através de vários métodos qualitativos, incluindo análise de políticas, entrevistas qualitativas e mapeamento participado do sistema e das suas relações causais (diagramas causais). Os resultados das atividades participativas identificaram áreas de acordo e desacordo entre osstakeholders. Em particular as partes interessadas sentiram que as agendas deviam ser tratadas de uma forma holística, mas que na generalidade apresentavam perspetivas divergentes sobre a agência dos cidadãos e falta de consenso em relação às necessidades de serviços de energia dos cidadãos e especificamente se o consumo da energia precisa de aumentar para mitigar a pobreza energética em Portugal. A identificação de áreas em que os diferentes stakeholders discordam e as que concordam é importante para o desenho de políticas de descarbonização que deem resposta às necessidades das diferentes partes interessadas, promovendo a sua aceitação. O capítulo final da tese reflete nas interconexões entre as agendas das alterações climáticas, a transição energética e a pobreza energética explorados durante a tese, chegando à conclusão que as agendas têm uma conexão inerente e que devem ser abordadas juntamente. Mesmo assim é de forma mais integrada. Neste sentido as conclusões apresentam um método para articular e priorizar os conflitos entre as agendas. A tese acaba com um convite para uma exploração mais profunda dos níveis de agência e vontade dos cidadãos, e de uma integração mais alinhada das políticas energéticas e sociais para promover soluções inclusivas.
A trajetória até à neutralidade carbónica em 2050 está assente numa "transição justa" que permita reduzir as desigualdades existentes associadas ao sistema energético. A pobreza energética surge como uma destas injustiças, associada à falta de acesso aos serviços essenciais de energia. O combate à pobreza energética integra os objetivos de neutralidade carbónica, já que a eficiência energética e a descarbonização do sistema energético através da integração de energias renováveis são ferramentas essenciais para dar resposta aos desafios simultaneamente da pobreza energética e da redução das emissões de gases de efeito de estufa. Apesar desta clara ligação, as restrições indiferenciadas ao consumo de energia para dar resposta às alterações climáticas, nem sempre são compatíveis com as exigências à redução da pobreza energética. Diferentes sinergias ou trade-offs podem emergir entre as agendas políticas das alterações climáticas, uma das ferramentas centrais na sua mitigação (a transição energética) e os esforços para mitigar a pobreza energética. Esta tese, consideram "agendas competidoras" explora as vantagens, desvantagens e fatores dinâmicos entre as diferentes políticas de combate à alterações climáticas, à pobreza energética e apoio à transição energética. Para analisar as “agendas competidoras" foram usados dois casos de estudo, o Reino Unido, com uma história política substancial no que respeita ao combate à pobreza energética e Portugal, que apresenta elevada integração de fontes de energia renovável, mas que relativamente às políticas de pobreza energética, está ainda numa fase inicial. O caso estudo do Reino Unido revela as vantagens e desvantagens das políticas da pobreza energética na prática, e em particular de abordagens políticas que cruzam metas da eficiência energética com as da pobreza energética. Diferenças entre definições e diagnósticos da pobreza energética no contexto descentralizado do Reino Unido é informativo para o contexto europeu, onde as políticas da pobreza energética estão numa faze de desenvolvimento. A exploração das políticas no Reino Unido também exemplifica como as políticas podem afetar quem beneficia e como dos esforços mitigatórios. O contexto do Reino Unido é utilizado como destaque para uma exploração mais profunda do caso português. As conexões das agendas na política portuguesa são exploradas através de vários métodos qualitativos, incluindo análise de políticas, entrevistas qualitativas e mapeamento participado do sistema e das suas relações causais (diagramas causais). Os resultados das atividades participativas identificaram áreas de acordo e desacordo entre osstakeholders. Em particular as partes interessadas sentiram que as agendas deviam ser tratadas de uma forma holística, mas que na generalidade apresentavam perspetivas divergentes sobre a agência dos cidadãos e falta de consenso em relação às necessidades de serviços de energia dos cidadãos e especificamente se o consumo da energia precisa de aumentar para mitigar a pobreza energética em Portugal. A identificação de áreas em que os diferentes stakeholders discordam e as que concordam é importante para o desenho de políticas de descarbonização que deem resposta às necessidades das diferentes partes interessadas, promovendo a sua aceitação. O capítulo final da tese reflete nas interconexões entre as agendas das alterações climáticas, a transição energética e a pobreza energética explorados durante a tese, chegando à conclusão que as agendas têm uma conexão inerente e que devem ser abordadas juntamente. Mesmo assim é de forma mais integrada. Neste sentido as conclusões apresentam um método para articular e priorizar os conflitos entre as agendas. A tese acaba com um convite para uma exploração mais profunda dos níveis de agência e vontade dos cidadãos, e de uma integração mais alinhada das políticas energéticas e sociais para promover soluções inclusivas.
Descrição
Palavras-chave
Energy Poverty Climate Change Energy Transition Just Transition Participatory Approaches
