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Pode a idade e o sexo dos médicos afetar a sua predisposição para comunicar com os utentes? Uma avaliação da perceção dos utentes dos serviços de saúde portugueses

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Resumo(s)

Introdução: Com a presente investigação teve-se como objetivo conhecer a perceção dos utentes dos serviços de saúde público e privado sobre se a idade e o sexo dos médicos (e a combinação de ambos) afetam a predisposição destes profissionais para comunicar com os primeiros e se estes resultados podem ser mediados pelo tipo de serviço de saúde (público ou privado). Método: Foram aplicados dois estudos a uma amostra composta por pessoas com dermatite atópica. Através do estudo qualitativo seguiu-se a lógica do interpretativismo com a realização de entrevistas coletivas a uma amostra de 19 pessoas com dermatite atópica seguidas no serviço público de saúde e residentes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto; com o estudo quantitativo focou-se na perspetiva positivista com o desenvolvimento de inquéritos por questionário a uma amostra de 144 pessoas com dermatite atópica seguidas nos serviços público e privado de saúde residentes em todo o país com o objetivo de obter informação de modo a confirmar ou não os resultados do primeiro estudo. Resultados: Muito embora as entrevistas coletivas tenham revelado que em 19 participantes 63% consideraram que o sexo do médico não tem influência na sua predisposição para comunicar com o utente; e 53% dos entrevistados consideraram que a idade também não tem influência nessa mesma predisposição; no estudo quantitativo os resultados sugerem uma relação entre: a) idade, b) a idade e o sexo, c) o sexo, e a comunicação dos médicos, mediados pelo tipo de serviço de saúde (público ou privado). Nomeadamente e sem distinção do serviço de saúde (público ou privado), quanto maior a idade dos médicos do sexo feminino mais estes estão disponíveis para comunicar com o utente. De forma geral evidenciam-se que os médicos do sexo feminino são vistos como mais disponíveis a acolher a perspetiva do utente e para esclarecer dúvidas, além de serem mais simpáticos. Contudo, os médicos do sexo masculino também tiveram bons resultados noutras componentes de comunicação. No que diz respeito ao serviço de saúde, os médicos do sexo masculino dentro do serviço privado são percebidos como mais disponíveis para comunicar com o utente. Também dentro deste serviço de saúde, quanto maior a idade do médico maior a sua disponibilidade para comunicar com o utente. Já no serviço público de saúde, sucede o inverso e os médicos do sexo feminino são percebidos como estando mais disponíveis.
Introduction: The aim of this research was to find out how users of public and private healthcare services perceive whether the age and gender of doctors (and the combination of both) affect their willingness to communicate with patients, and whether these results can be mediated by the type of healthcare service (public or private). Methods: Two studies were carried out on a sample of people with atopic dermatitis. The qualitative study followed the logic of interpretivism by carrying out collective interviews with a sample of 19 people with atopic dermatitis followed in the public health service and living in the metropolitan areas of Lisbon and Porto; the quantitative study focused on the positivist perspective by developing questionnaire surveys with a sample of 144 people with atopic dermatitis followed in the public and private health services living throughout the country in order to obtain information to confirm or not the results of the first study. Results: Although the collective interviews revealed that 63 per cent of the 19 participants considered that the doctor's gender had no influence on their predisposition to communicate with the user; and 53 per cent of the interviewees considered that age also had no influence on this predisposition; in the quantitative study, the results suggest a relationship between: a) age, b) age and gender, c) gender, and doctors' communication, mediated by the type of health service (public or private). In particular, regardless of the health service (public or private), the older the female doctors, the more willing they are to communicate with the patient. In general, female doctors are seen as more willing to take on board the patient's perspective and answer questions, as well as being more friendly. However, male doctors also performed well in other communication components. With regard to the health service, male doctors in the private service are perceived as being more willing to communicate with the user. Also, within this health service, the older the doctor, the more willing they are to communicate with the user. In the public health service, the opposite is true and female doctors are perceived as being more available to communicate with patients.

Descrição

Palavras-chave

Comunicação médico-utente Comunicação em saúde Comunicação centrada no doente Predisposição para ouvir Empatia Doctor-patient communication Health communication Patient-centered Communication Willingness to listen Empathy

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