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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
As tabelas nos museus servem para comunicar um conhecimento tão sintético e objectivo quanto supostamente sólido acerca das peças que neles se expõem. Daí que a menção “Autor desconhecido” seja a maior decepção que o visitante, ávido de saber quem foi o criador do que interessadamente vê, pode enfrentar nesses sumários registos de informação. Este artigo procura explorar, com base na experiência do Museu Nacional de Arte Antiga e sua colecção de pintura, o “fogo cruzado” a que se sujeita o conservador quando assume o anonimato autoral de algumas das peças que expõe nas salas do museu: dum lado, a autoridade da connoisseurship, do erudito ou do académico que julga deter claras e definitivas soluções sobre mistérios autorais; do outro, o público que, perante a menção a “Mestre desconhecido”, pode deduzir que o conservador é ignorante ou preguiçoso. Através do caso de um pintor quinhentista que terá sido colaborador e continuador de Garcia Fernandes mas cuja identidade por enquanto se ignora, o texto procura ainda comprovar que, neste como noutros casos, o anonimato não prejudica o aprofundamento do conhecimento de um grupo de pinturas atribuídas a um mestre desconhecido.
Descrição
Palavras-chave
Autor desconhecido Mestre desconhecido Atribuição Garcia Fernandes Manuel André Museus
Contexto Educativo
Citação
Carvalho, José Alberto Seabra, '"Que hacen los conservadores?' A propósito do incomodativo problema da existência de mestres desconhecidos nas tabelas dos museus", in Revista de História da Arte, n.º 8 (2011), pp. 139-151
Editora
Instituto de História da Arte - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/UNL
